Vlog: passeando em Seul!

3 meses depois que eu voltei das minhas deliciosas férias no Japão e na Coréia do Sul e eu ainda tenho vídeos para postar no canal do blog, acreditam? Dei um tempo para que vocês recuperassem o fôlego de tantas coisas do Japão, mas acho que agora já deu pra descansar bastante e posso começar a mostrar as minhas aventuras na Coréia! Espero que gostem:

Eu tenho uma memória muito ruim, então sempre me emociono quando assisto os vídeos da viagem aqui na hora de postar pra vocês, choro toda vez… O Raoni não aguenta mais!

Às vezes é difícil acreditar que eu vivi tudo isso, que eu estive em lugares tão legais que ficam tão longe e tenho tantas histórias legais pra contar. Espero que vocês gostem de videos assim, porque pra mim é muito especial dividir esses momentos com vocês. Mil beijos e um ótimo fim de semana! <3

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Nara: parque, veados e Templo Todai-ji!

Fazer posts da viagem tem sido uma terapia pra mim… Mais do que todos os posts são, porque eles realmente são, na verdade. Eu sabia que eu ia amar o Japão e que ficaria muito empolgada com tudo, pois era um sonho antigo. Só que eu nunca pensei que isso se tornaria uma obsessão na minha vida como se tornou: digamos assim que tudo que eu faça eu faço pensando se isso pode me ajudar a ir pra lá de novo um dia. Sabe o que é se sentir especial, se sentir abençoada e num estado de espírito que se divide entre paz completa e animação total? Foi exatamente o que eu senti quando estive lá! Por isso que eu fico sempre batendo nessa tecla, lembrando de coisas, mostrando fotos e contando cada detalhe do que eu vivi durante os dias que estive do outro lado do mundo.

Como eu já contei pra vocês no post sobre o meu roteiro e também no post com onde detalhei todos os gastos da viagem, a minha primeira parada foi Osaka, porque eu queria conhecer o lado mais tradicional e tranquilo da cultura japonesa antes de mergulhar em lojas, multidões e neons. Foi uma ótima escolha! Sinceramente, por mais que eu tenha amado Tóquio do fundo do meu coração, se eu tivesse que escolher um lugar para morar no Japão, seria Osaka sem nem pensar duas vezes. Ainda quero fazer um post com fotos e outros detalhes de lá, mas já adianto que é o lugar mais gostoso do mundo, com tranquilidade na medida certa, muitas pessoas gentis e muitas cidades legais em volta. Uma delas é Nara e é justamente sobre ela que vamos falar hoje!

A primeira coisa que eu pensei quando colocamos no roteiro os bate-voltas para conhecer cidades próximas a Osaka sem se hospedar nelas foi: vou morrer de cansaço, vai ser o maior perrengue, mas vai valer a pena! Eu não estava totalmente errada, porque valeu muito a pena, foi a melhor decisão que fizemos, afinal… Eu não me cansei e não foi perrengue nenhum. O transporte no Japão é muito avançado e, apesar de ser um pouco mais caro do que estamos acostumados, dá pra ir pra qualquer lugar do país de maneira rápida, prática e muito, mas muito confortável mesmo!

No Japão a maioria das atrações turísticas e estações do metrô tem lugares para você carimbar caderninhos e agenda para guardar de recordação os lugares que conheceu, muito fofo!

Além de serem uns lindos, os veados de lá são sagrados! A lenda local diz que um Deus mitológico foi visitar Nara montado em um veado branco… Por isso matar um deles, antigamente tinha a pena de morte como punição. Mas quem vai matar um animal tão maravilhoso, né? Só nos resta comprar biscoitinhos para eles.

Ao contrário do nosso sembei, o que é vendido no parque não tem gosto de nada…

Como os veados vivem livres pela cidade, seus chifres são cortados em um ritual, assim ninguém se machuca! No começo eu tinha pena deles, mas aprendi que é uma cerimônia bem bonita e que isso também é para o bem deles. Dá pra saber mais sobre isso clicando aqui!

Pra lanchar tem que sentar em um lugar alto! Senão tem que dividir com os coleguinhas…

O Raoni ficou enrolando pra dar o biscoito, levou uma mordida toda babada!

Para fazer esse passeio, lembro que acordamos cedo e umas 9h já estávamos saindo de casa, pra tomar café da manhã e partir para a cidade dos veadinhos, que eram uma parte importante da viagem pra mim. Eu sempre fui louca pra brincar com eles e queria ter bastante tempo disponível para essa atividade em Nara, mas eu nunca imaginei que seria tão fofo e divertido. Gosto de animais, mas tenho medo deles… Nunca fui uma criança daquelas que sonham em ser veterinária, eu choro com mariposas! Então conseguir alimentar os veados, tirar sélfie com eles, abraçar e até gravar vídeo junto foi muito além de qualquer expectativa que eu poderia ter.

Pode parecer que eu não estou dando detalhes o suficiente sobre como chegar, onde ir ou o que fazer, na verdade antes de fazer a viagem eu achava isso de todos os posts com relatos de passeio em Nara que eu lia. Mas chegando lá eu entendi: quando você sai da estação de metrô basta seguir a rua principal e pronto, você chega no parque e é só seguir o fluxo de pessoas (que era extremamente intenso no dia que eu fui) que você também chega nos templos e ainda admira as mais belas paisagens no meio do caminho… Isso porque eu não sou uma pessoa de paisagens, hein?!

Nara tem alguns dos templos mais bonitos do Japão, mas como já tínhamos muitos na nossa lista e esse tipo de passeio pode ser bem cansativo, decidimos focar no Tōdai-ji, que é meu sonho desde que eu comecei a estudar religiões na escola. Eu não tenho nenhuma crença específica, mas sempre achei estátuas do Buda muito bonitas e grandiosas, então tenho um sonho de ver as maiores do mundo. A de Nara é bem grande, é considerada a maior estátua de bronze do mundo! E mesmo tão grande é uma estátua extremamente rica em detalhes, acho que fiquei uns 30 minutos olhando pra ela e pensando na vida, foi muito especial pra mim conhecê-la.

Dizem que esse furo, em um dos pilares do templo, tem exatamente o tamanho do furo do nariz do Buda! Fica uma fila imensa esperando para atravessá-lo, dizem que dá sorte e traz inspiração 😀
Esse é o Binzuru, um discípulo não obediente do Buda, que não pode entrar no templo! Não sei o motivo, mas fui muito com a cara dele. Dizem que se você sente dores em algum lugar do corpo, é só tocá-la na estátua que tudo será curado.

Depois de um bom tempo dentro do Templo, que é uma área paga do parque (custa 500 ienes cada entrada!), saímos para conhecer o resto do parque, com os nossos sembeis a postos, para alimentar e brincar com os veadinhos. Daí descobri uma coisa imprescindível para ter sucesso na amizade com os bichinhos: vá cedo! Durante o começo da tarde foi muito fácil atrair amiguinhos com a comida, mas quando dá umas 16h, eles já ganharam tanto biscoito dos turistas que já estão satisfeitos e tudo o que eles querem fazer é pular para dentro do seu cercadinho e dormir até o dia seguinte… Espertinhos, né?

Depois desse monte de foto, espero que eu tenha conseguido passar pra vocês um pouquinho de tudo o que eu vivi por lá. Quem também fez um post muito legal quando visitou a cidade foi a Lia, clique aqui para ler!

Nara foi um dos lugares mais especiais que eu já conheci e sem dúvidas esse foi um dos meus dias favoritos da viagem, então se você está com viagem marcada para o Japão, não esqueça de colocar esse destino no seu roteiro… Vai fazer toda a diferença e você voltará com muito mais histórias para contar! Eu mesma não vejo a hora de ir de novo e quero fazer uma tatuagem bem linda com um desses veados do parque, que eu tanto amei conhecer. Espero que tenham gostado também <3

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Quanto custa viajar para a Coréia do Sul?

Logo quando eu fiz o post sobre quanto custa viajar para o Japão, na semana passada, surgiu essa pergunta: mas e a segunda parte da sua viagem? Quanto custa viajar para a Coréia do Sul?

Eu resolvi separar os países na hora de cotar os preços pra vocês justamente porque nem todo mundo que vai ao Japão tem interesse de ir à Coréia do Sul e vice-versa, mas a verdade é que realmente é muito compensador emendar os roteiros, já que a passagem de avião de um país ao outro sai bem barata, levem isso em consideração! Às vezes vale mais a pena juntar um pouco mais de dinheiro e realizar dois sonhos do que realizar um sonho agora e demorar muito mais tempo para juntar dinheiro tudo de novo e realizar outro sonho. Foi isso que nós concluímos e foi a melhor coisa que fizemos, caso contrário eu estaria até agora juntando moedas em um cofrinho gigante para ir para a Coréia, porque além da passagem do Brasil pra lá não ser muito barata, tem várias outras coisas por lá que custam mais do que estamos acostumados… Vamos às contas!

Passagem: quando eu fui para a Coréia, nos últimos dias de setembro de 2014, comprei uma passagem do aeroporto de Narita à Seul por R$ 700 (esse valor inclui todas as taxas), o que foi ótimo. Eu viajei pela Korean Air e não gostei muito, mas vejo muita gente falando bem e é uma viagem rápida, dá mais ou menos 2h30… Então eu consegui sobreviver hahaha. Só se atentem em ver junto com a companhia aérea os limites de bagagem de acordo com os dias da semana, pra não terem que deixar a maior parte das suas malas em um locker no Japão, como tivemos que fazer… Mas isso é assunto para outro dia hahahaha. Agora o dólar está mais alto e isso influencia bastante no preço da passagem, que para uma viagem que aconteceria daqui 3 meses, custaria R$ 850 (com taxas, nas mesmas condições da minha passagem). É mais cara, mas ainda é um bom preço, né? Já quem for fazer a viagem saindo de São Paulo encontra passagens a partir de R$ 3.300 pela Air China, mas claro que vale a pena ficar de olho em promoções e tentar flexibilizar ao máximo as datas da viagem até encontrar os melhores preços.

Visto: uma coisa deliciosa de viajar para a Coréia do Sul é que brasileiros não precisam de visto para viagens de turismo de até 90 dias. Isso foi muito legal, tão relaxante! É como se eu pudesse pegar um avião a hora que eu quisesse curtir o outro lado do mundo, sem nenhuma burocracia, quem dera se o mundo inteiro fosse assim, né? Amei a sensação. Só fiquei de olho na passagem que vocês forem comprar, porque muitas delas fazem escalas em lugares que precisam de visto, daí nesse caso se antecipem para resolver a documentação e incluam o valor cobrado pela embaixada ou escritório consular no orçamento.

Hotéis: é um pouquinho difícil escolher onde ficar em Seul e eu imagino que essa tarefa seja mais louca ainda se você quiser conhecer outras partes, do país. Nós ficamos no Hotel Saerim, que fica em Jongno-Gu… Eu indico pra todo mundo! Apesar do hotel ser bem simples, não é hostel (eu não curto, não adianta hahaha), os quartos são grandes, a região pra mim é a melhor da cidade e o staff é bem atencioso (para saber mais sobre ele clique aqui, eu já falei tudo sobre os hotéis e ainda postei fotos!). Para 10 dias nós pagamos R$ 1400 o que achei bem barato e esse valor se mantém pelo que eu acabei de pesquisar, daí como é um quarto de casal você ainda pode dividir o preço da estadia com um amigo ou namorado.

Transporte: se chegar na Coréia do Sul pode ser caro, andar dentro dela é bem mais barato do que andar aqui em São Paulo, isso porque eu só pegava metrô quando as distâncias eram realmente longas! Como as passagens também são medidas de acordo com a distância que você vai percorrer, não tem como fazer um orçamento fixo sem o seu roteiro, mas eu pegava metrô todos os dias, pelo menos 4 vezes por dia e gastei em 10 dias cerca de R$ 150, contando com o metrô/trem/sei-lá que eu peguei do aeroporto ao hotel! Achei tudo bem barato, mas ao mesmo tempo bem difícil… Até agora eu não entendi como funciona o metrô em Seul e como eles não têm atendentes na maioria das estações, era sempre um exercício de paciência, dedicação e criatividade hahahaha. Foram inúmeras as vezes que eu sai da estação pela portinha dedicada a quem não paga passagem e deficientes (mesmo tendo pago!), por simplesmente não entender como valida o T-money, um cartãozinho muito louco que eles usam para pagar o metrô.

Alimentação: como eu fui surpreendida com comidas muito gostosas e muito baratas no Japão, pensei que na Coréia do Sul ia ser mais fácil e de graça ainda hahahaha. Até que a gente saiu do hotel pela primeira vez e resolveu jantar numa das muitas barraquinhas de rua, daquelas maiores que tem até mesinhas pra sentar… Lá tem muito isso! Foi então que um pratinho de panceta com uns banchans custou incríveis 30 dólares (ou 30mil wons, mais precisamente). Detalhe que ele vinha servido em um prato e por cima do prato tinha um saco plástico, pra dona da barraquinha não ter que lavá-lo entre um cliente e outro hahahaha eu até postei no instagram! Depois disso foi só ladeira abaixo e até mesmo alguns dias comendo no McDonalds, no Burger King (que nem é tão bom na Coréia) e em um restaurante chinês do shopping chamado Panda Express. Com isso descobri que os restaurantes coreanos daqui que eu tanto amo (tipo o meu lugar favorito no mundo, Seok Joung) são na verdade muito melhores do que a maioria das comidas que um coreano médio já comeu na vida e principalmente, muito mais baratos! Pra cada dia de alimentação na Coréia do Sul, alternando entre coisinhas típicas mais baratas e fast-foods eu acho que gastei 30mil wons por dia, em média. O que dá R$ 75,00/ dia. Mas isso comendo coisas mais baratas, tá? Sem restaurantes lindos, sem banquetes e principalmente… Com carne só em fast-foods! Carne lá é muito cara. Eu deixei um orçamento de R$ 100 por dia por pessoa na minha viagem pra lá e sobrou um pouquinho, mas essa sobra também não era suficiente pra ir em restaurantes muito melhores dos que eu fui, então acho que R$ 75 é uma boa média mesmo, pra tomar café da manhã na Dunkin Donuts, almoçar um bibimbap ou um combo do McDonalds, fazer um lanche da tarde e jantar alguma coisa nas barraquinhas ou comer em outro fast-food. Quem me segue no insta também viu que eu comia muito no Starbucks por lá, porque é o melhor Starbucks que eu já vi na vida! Mas é caro, toda vez eu gastava uns 12mil wons em bolo e frapuccino.

Entretenimento: na hora de fazer o orçamento da sua viagem para a Coréia do Sul é muito importante que você anote o preço de todas as atrações que quer conhecer e passeios que você quer fazer, porque como na maioria dos lugares, o preço deles varia bastante e não dá pra tirar desse orçamento que eu deixei pra comida, porque ele é meio escasso já, né? Se tem uma graninha alta que eu acho que todo mundo que vai pra Seul precisa gastar é com o tour da Zona Desmilitarizada! Ele pode chegar a custar até R$ 250, mas eu acho muita loucura ir até lá e não conhecer de pertinho esse que é um marco histórico para as duas Coréias… Muito em breve farei post sobre!

Compras: se eu pudesse escolher ser rica em algum país e apenas dele, eu com certeza escolheria a Coréia do Sul! Lá tem as coisas mais legais que eu já vi na vida pra vender, dá um show até mesmo no Japão, que teoricamente é o paraíso da fofura e das coisas lindas. 90% das coisas que eu via em Seul eu queria comprar, eles têm designers incríveis, ideias maravilhosas e uma criatividade para artigos como roupas e decoração que eu nunca vi igual. Porém… É muito caro! Eu achei que ia voltar cheia de roupas coreanas malucas e de artigos do Big Bang, do 2ne1 e do Psy, que eu adoro e imaginei que lá fosse bem mais barato, mas me enganei completamente. Então se você quer fazer compras arrasadoras na Coréia do Sul leve bastante dinheiro, mas bastante mesmo, aproveita, se programa, junta e faz a festa! Eu não quero nem contar quantas coisas eu gostaria de ter comprado lá e não pude porque eram caras demais hahahahahaha. Já gravei vídeo de comprinhas de beleza e dá pra ter uma noção de valores, apesar de que produtos de beleza nem são tão caros, tanto que eu comprei vários. Mas roupa, sapato, decoração, acessórios e mais uma série de coisinhas que a gente ama, eu sinceramente fico pensando quanto que os coreanos ganham por mês pra conseguir ter em casa, é tudo bem caro!

Bom, depois de falar bastante sobre todos esses tópicos que são essenciais em uma viagem fica mais fácil saber quanto custa passar 10 dias na Coréia do Sul, né? Pra uma viagem apenas em Seul, partindo do Japão ou de algum outro país asiático próximo assim, dá pra realizar esse sonho por a partir de R$ 3.400. Já se você não tem planos de conhecer outros países da Ásia e quer saber quanto custaria fazer essa viagem que eu descrevi ao longo do post saindo de São Paulo, a média é R$ 5.850. Sinceramente eu não acho caro, acho um valor muito legal considerando a experiência que você vai viver, já que a Coréia do Sul é um país com uma cultura muito rica, uma história incrível e várias coisas pra ensinar! Mas acho que pra gastar esse dinheirão em 10 dias tem que estar com muita vontade e ter pesquisado muitas coisas legais pra fazer por lá. Como eu fui do Japão valeu a pena ter ficado somente 10 dias, foi ótimo porque eu realizei um sonho e essa viagem me rendeu muitas histórias loucas pra contar. Mas se eu tivesse ido daqui de São Paulo só pra Seul e voltado, por 10 dias, não sei se teria valido a pena. Claro que essa é uma opinião pessoal, mas as melhores dicas que eu posso dar pra vocês são: juntem mais dinheiro e fiquem mais tempo por lá! Ou melhor ainda, emendem essa viagem em outra pro Japão e tenham as férias mais incríveis das suas vidas! Espero que tenham gostado do post <3

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