Sonhos de blogueira

11 de janeiro de 2016

Esses dias eu tive um sonho muito esquisito, mas muito realista. Eu tenho problemas sérios com sonhos, porque os meus são bem toscos, sabe? Toda vez que eu tento andar de carro, por exemplo, a parte de trás do carro rasga igual papel e eu caio sentada no asfalto… Então eu raramente ando de carro nos sonhos e nesse caso não foi diferente. Mas isso não foi um problema pra mim, porque no sonho eu já sabia que o meu sonho não tinha muitos recursos ligados à realidade e tentei desempenhar as minhas tarefas sonhadas com o máximo de elegância e sucesso, porém coisas estranhas aconteceram.

Driving

Eu estava na Livraria Cultura com o Raoni e nós segurávamos sacolas imensas da Lanvin, só que elas tinham almofadas da Fom dentro, cada uma com um formato mais maluco e que óbviamente ficavam pulando das sacolas a toda hora. Ele tinha algo para fazer e eu também, eu tinha uma entrevista de emprego dentro de 30 minutos e estava extremamente bem vestida para ela… O meu look era muito maravilhoso, não consigo lembrar de detalhes, mas ele era lindo (apesar de que pensando bem não fazia muito o meu estilo, mas me senti bonita no sonho) e não entendo como, mas na minha cabeça aquela sacola imensa e bizarra não estava ofuscando em nada a minha beleza. Então insisti para o Raoni que eu poderia tranquilamente levá-la comigo na entrevista de emprego, apesar de uma flor com caule e tudo da Fom ficar caindo o percurso inteiro.

A minha entrevista era no Instituto Cervantes, ali na Avenida Paulista, pertinho da Cultura… Mas eu não consegui entender porque aquele lugar estava no meu sonho até agora:

  1. Eu nunca fui lá.
  2. Eu nunca li nada sobre lá.
  3. Eu já passei algumas vezes na frente, mas nunca falei sobre aquele lugar com alguém.
  4. Eu nunca li Dom Quixote.
  5. Eu não sei falar espanhol.
  6. Eu provavelmente não tenho nem 1/10 dos requisitos necessários para trabalhar lá.

   

O problema é que, ainda que na vida real eu saiba descrever até para uma criança de 3 anos como faz para chegar no prédio do meu futuro emprego de mentirinha, no meu sonho a localização era um verdadeiro pesadelo… Não era na Paulista, parecia um pouco o Higienópolis, mas também lembrava muito Shinjuku, era completamente diferente do que eu esperava encontrar e por causa disso eu não conseguia encontrar o Instituto e estava ficando atrasada. Até que eu encontrei o prédio e descobri que existiam 3 empreendimentos diferentes do Instituto Cervantes ali e lógico que eu fui em todos os dois primeiros errados primeiros.

O que mais me deixou curiosa é que o primeiro lugar que eu fui foi um teatro cabaré do Instituto Cervantes hahahahahaha eles jamais teriam isso na vida real né? Mas no sonho existia! E assim que eu entrei percebi que eles estavam ensaiando com aquelas roupinhas do Moulin Rouge e era bem bonitinho, mas toda essa coisa fofa acabou assim que uma dançarina veio na minha direção e eu pedi informação pra ela:

    – Oi, tudo bem? Eu tenho uma entrevista no Instituto Cervantes e não consigo descobrir onde é, será que você pode me ajudar?

    – Não posso falar pra você onde é, você é blogueira e eles não querem fazer parceria.

Foi esse o nosso diálogo, no fim das contas eu consegui achar o Instituto sozinha, cheguei 2h atrasada, mas pude fazer a entrevista mesmo assim. Na verdade foi uma prova de digitação bizarra e eu nunca entendi qual a vaga que eu queria no meu sonho…. E a minha sacola da Fom não coube no espacinho que tinha pra eu colocar a minha bolsa.

Eu acordei muito triste e espantada desse sonho sabe? Não consegui tirar ele da cabeça um tempão, tanto que já tem alguns dias que sonhei com isso e nem esqueci ainda. Aliás, esse é o motivo do meu espanto, porque eu nunca consigo lembrar das coisas que sonhei. Já a parte de ter ficado triste é porque ser blogueira é muito legal, mas assumo que a parte preconceituosa da coisa sempre pesa um pouco na minha autoestima. Até as blogueiras estão fazendo textão no instagram falando que blogueiras são pedintes, então definitivamente o meu desconforto não é a toa hahahahaha. Eu amo o meu blog e todas as vezes que penso em desistir dele, concluo que mesmo se um dia eu voltar a trabalhar em uma agência (morrer) ou em um shopping (ok isso eu posso aguentar), com certeza vou acabar fazendo posts da mesma forma, porque sou viciada.

E é isso que as blogueiras fazem no fim das contas… Posts! Lógico que de vez em quando fazemos posts remunerados muito legais e ficamos muito felizes (eu fico pelo menos hahahaha), mas isso só acontece quando uma empresa gosta muito de todos os posts criativos que já fizemos de graça. Também não dá pra negar que ganhamos coisas e que gostamos muito de várias delas, tanto que elas acabam virando ideias para mais posts :) A questão é que todos no planeta amam presentes e benefícios, existem jornalistas, editores, garçons, hostess, corretores, professores e muitos outros tipos de profissionais que fazem tudo por um presentinho ou por uma coisa grátis, porque isso vai mais da pessoa do que da profissão dela. Mas não existe o termo professor jabazento, né?

Então estou torcendo para que o mundo perceba que nem todas as blogueiras são iguais e que a coisa é muito mais complexa do que decidir ganhar ou comprar uma panela pra postar no instagram. Assim eu finalmente poderei voltar a pensar no grande problema que é andar de carro nos meus sonhos, rs.

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