Rong He

Pensa num restaurante tão gostoso, tão incrível, tão legal que não dá nem tempo de tirar a foto antes de comer? É exatamente por isso que ainda não tinha post resenhando o Rong He, um dos restaurantes que eu mais amo e provavelmente um dos que eu mais frequento. Amo comer por lá e atualmente considero um dos melhores de São Paulo em relação a custo-benefício, mas sempre vou almoçar lá com a minha família nos momentos de fome extrema e quando a comida chega na mesa fico até meio sem graça de falar que eles não podem comer ainda, mas da última vez foi só dar checkin no 4square e vários foram os pedidos de uma resenha, então mesmo faminta, fotografei um pouco de tudo pra fazer esse superpost pra vocês, yay!

No sentido horário (se você só usa relógio digital não faz sentido): mamãe, meu padrasto Rodrigo, BFF Edu, euzinha e o Raoni.

Comer no Rong He é fácil, aliás provavelmente nunca foi tão fácil comer comida chinesa tradicional antes! Cardápios confusos e atendentes que não dominam o cardápio não existem por lá, o atendimento é apressado, mas muito eficiente. Também acho o restaurante maravilhoso para quem quer comer algo diferente, mas tem medo das opções exóticas: muitas das comidas mais esquisitas da Liberdade moram lá, mas eles fazem guiozas, rolinhos e até yakissobas (que eu não curto) como ninguém!

Ao chegar no restaurante, sempre vai ter fila! Acho que nunca cheguei lá pra comer e pude sentar na hora, é necessário pegar uma senha e aguardar, muitas vezes até na calçada. Vejo muita gente desistindo de comer lá por causa disso, mas acredito que em bairros turísticos, se um restaurante não tem espera, algo significa! Ele pode ser careiro, sujo, ter atendimento ruim ou simplesmente não entregar comida boa: todos os restaurantes que eu adoro têm fila e eu ja saio de casa sabendo disso, então não fico chateada. Já sai de casa às 13h pra almoçar no Chi Fu às 16h, mas sempre valeu a pena e no Rong He é a mesma coisa, com a diferença que geralmente as filas são mais curtas, não se espera tanto.

Não sei o nome do prato, mas era bem foto-legenda, tipo “panqueca com vegetais, carne e omelete”.

O cardápio de lá é razoavelmente explicadinho, porém muito bem ilustrado! São muitas páginas e muitas vezes a diferença entre um prato e outro é um detalhe apenas, impossível não encontrar algo que você curta por lá. Os pratos com macarrão são tradicionais na casa, porque uma parte da massa vendida lá é fabricada artesanalmente e é possível assistir o processo no fundo do restaurante… Tem uma parede de vidro que permite ver o moço fazendo os fios do macarão com as próprias mãos. É interessante, eu vi uma vez e achei legal, mas é totalmente dispensável viu?? O cara não é muito carismático e ele raramente está lá fazendo o tal do macarrão, tem que ir bem no horário do almoço pra conseguir e não por coincidência essa hora o restaurante está bombando, então prefiro ir mais tarde e ter um pouquinho mais de tranquilidade. Mas vale a pena experimentar o macarrão! É bem diferente e gostoso, no começo eu só pedia sopas com macarrão, pra mim elas são uma escolha certeira para conhecer bem o restaurante e comer algo bem quentinho.

Sopa de wan tan de camarão e porco.

Hoje em dia eu tento variar bastante o pedido, até porque nunca comi algo no Rong He que não fosse maravilhoso, então aproveito para conhecer melhor a culinária chinesa. Por outro lado, isso faz com que eu não tenha decorado o nome e o valor dos pratos, infelizmente sei pouquíssimos preços para informar pra vocês, mas a dica que eu dou é: vá com uma galera! As porções são extremamente grandes, muitas vezes duas pessoas não dão conta de um prato, então se você pedir muitas coisas, além de caro, vai rolar um desperdício. Na última vez que fui lá com a minha família, éramos em 5 e pedimos 5 pratos, uma ideia totalmente descontrolada e não aconselhavel. Acho que a conta deu R$ 40 para cada pessoa, incluindo bebidas, então sai muuuuito barato mesmo! Mas só não sobrou comida porque nós ficamos comendo por 2h30 e particularmente somos pessoas que comem demais… O Raoni e a minha mãe são os que comem menos e mesmo assim eles dão conta de uns 5 temakis no restaurante japonês hehehe. Mas a mesa do lado pediu uma porção de guioza frita e um yakissoba para 5 pessoas e sobrou comida, então comer no Rong He pode ser realmente barato.

Guioza frita de carne… Parece duro e sem graça, mas é maravilhosa e crocante.

É difícil escolher um prato que eu acho que todo mundo precisa experimentar, tudo lá é muito gostoso, bem feito e diferente, mas parando um pouco pra pensar, percebi que sempre peço pastel de camarão com nirá, mesmo quando já comi mais do que suficiente, peço um porque acho bem característico! Quase não vem camarão dentro tá? Mas vem bastante harussami e nirá com um tempero bem gostoso, então acho que vale a pena experimentar até se você odeia camarão. Custa R$ 7 e se você comer pouco, vale por um almoço. Outra coisa que eu acho incrível e quase sempre pedimos, é a guioza de carneiro feita no vapor. A porção vem umas 12 e custa R$ 22, provavelmente uma das coisas mais gostosas que eu já comi.

O tal do pastel de camarão (alguém viu?) com nirá e macarrãzo de arroz.

Se você ficou com vontade de experimentar, mas com preguiça de encarar a Liberdade (eu sei como você se sente amigo), tenho uma ótima noticia! O sucesso do restaurante é tão grande que eles abriram uma unidade no Paraíso também. Eu nunca fui nesse último, mas dizem que é a mesma coisa. Para saber os endereços, formas de pagamento e horários de funcionamento, acesse o site clicando aqui.

Sempre peço esse chá, nunca pelo nome porque não sei… Eu acho uma delicia, mas todo mundo odeia e fala que tem gosto de mato.

Espero que tenham gostado da dica e que possam experimentar esse restaurante o mais rápido possível! Quem sabe no fim de semana, hein?? Acho que eu não vou resistir hahahaaha. Mil beijos e até amanhã <3

3 Comentários sobre Rong He