Restaurante Flutuante Atrevidus

Mesmo com duzentos (sim, duzentos!) posts e histórias compartilhadas com vocês, acho que tem uma coisa que eu não contei sobre mim: eu gosto de sair pra fazer coisas bizarras em lugares esquisitos. Então hoje a recomendação para o fim de semana vai ser diferente, é uma programação noturna e dançante para você que tá na pegada. O que é estar na pegada? Estar na pegada é estar a fim de fazer alguma coisa muito retardada que envolva beber, comer ou rir demais. Estar na pegada é um estado de espirito, vem comigo.

Ultima vez em que eu estive na pegada com meus melhores amigos.

Há mais ou menos um mês atrás, a minha mãe foi internada para um longo tratamento intensivo e essa novidade deixou todo mundo na minha família muito triste e com saudades… Mas como o lema por aqui é total bola pra frente, eu e minha família resolvemos fazer uma coisa diferente: resolvemos ir num jantar dançante em um daqueles barcos do Riacho Grande, aquele bagaceiro perto de São Bernardo.

Eu já tinha ido até aquele local bizarro em um fim de tarde, porque era folga minha e do meu padrasto e a gente não tinha nada pra fazer, então fomos comprar iscas lá perto e aproveitamos pra tomar uma cerveja naquela areia linda e fina que circula a represa. Foi um dia muito interessante e divertido, porque tinha uma Kombi tocando o CD da Banda Dejavu e na época eu não conhecia… Gostei tanto da bagaceiragem que baixamos o CD e ouvimos pelo caminho de muitas viagens. Sei cantar todas. Daí esse programão ficou na memória e dois anos depois, resolvemos repetir.

Eu não sei de onde meu padrasto teve a ideia de voltar nessa parada depois de tanto tempo, mas pesquisamos algumas informações como horário de funcionamento e formas de pagamento e combinamos com meus irmãos, porque pra ir nessas coisas dançantes de bairro você tem que ir de galera, senão os nativos ficam querendo muito fazer aquela amizade gostosa.

Durante o dia eles servem almoços e tem até um menu a la carte (que com certeza tem outro nome lá). O preço não é caro e nem barato (nossa valiosa essa informação que eu dei, né), às vezes eu acho que deveria ser mais barato porque o ambiente é bagaceiro, dai tem hora que eu acho que poderia ser mais caro porque fica em um barco, ao ar livre, musica ao vivo e peixe fresco. Eu não gosto de musica ao vivo, mas sei que aqueles caras são pagos então tem que entrar no preço do meu peixinho, né.

Se você for lá de noite, como nós e toda a nata da sociedade riachograndense, não vai poder se servir dessas delicias, porque como o babado é mais forte e dançar entra como prato principal, eles só servem porções, o que não é um problema porque se tem uma coisa nessa vida que eu curto, é uma porção.

O cardápio do restaurante foi ampliado e apresenta também pratos de carne. As receitas com peixes e frutos do mar, porém, são a especialidade. Entre elas, salmão grelhado com arroz, batata sautée e legumes (R$ 77,00) e badejo grelhado com camarão, cogumelo-de-paris e alcaparra, guarnecido de arroz verde (R$ 75,00). Cada uma das opções serve três pessoas. Levada à mesa como entrada, a porção de camarão ao alho e óleo sai a R$ 37,00. Nas noites de sexta a domingo, tem música ao vivo.

Como a gente era uma galerinha (eu, Raoni, meu padrasto, meu irmão João Victor e o outro, que programa esse belo blog, Pedro Gabriel), achamos prudente já chegar chegando pedindo 3 deliciosas porções, mas no erro de que teríamos que pedir várias outras. Ledo engano gente, vem muita comida naquelas porções, algo me diz que a clientela trabalha em obra durante o dia, porque nem eu que sou a dinossaura do self-service como daquele jeito.

Nós escolhemos merluza empanada (o básico que você precisa comer quando está num barco), que veio guarnecida com um daqueles molhos tártaro que sempre servem nos quiosques da praia. Eu amo porção de peixe e curto molho tártaro, mas apesar dessa paixão, não rolou uma química entre eu e a marca de maionese deles. Tava uma delícia, bem sequinho e crocante, peixe macio e suculento, inesquecível também pelo fato do meu irmão que não come peixe ter comido tudo porque confundiu e achou que fosse frango #peganamentira.

Eles também pediram batatas fritas e frango a passarinho, mas eu não comi porque tava muito focada na porção de peixe. A batata era uma batata, já o frango tinha uma cara de delicia, bem douradinho e com cheiro de tempero gostoso, recomendo também.

Pra completar a parte dos alimentícios, nos entupimos de coca cola de garrafa de vidro, acho que foram quatro rodadas, o que fez com que metade da nossa conta fosse de refrigerante. Sinceramente acho que lá é o melhor lugar de todos pra tomar muitas cervejas e drinks, porque é quente e animado, mas como fica muito longe da casa da minha mãe e o caminho é a cara da blitz, preferimos não arriscar terminar a noite tocando flauta no bafômetro.

Uma noite da pegada na casa da minha mãe.

Você deve estar pensando: puxa que legal, comer porção num barco na beira de uma represa, mas amigos o melhor está por vir: impagáveis as cenas que eu vi lá dentro. Primeiro que assim que nós chegamos perguntaram se eu e o Raoni gostaríamos de ficar no andar superior, que segundo o cara legal que recepcionou a gente, tem um ambiente mais romântico… Agora estou com muita curiosidade e arrependida por não ter conhecido esse love point. Daí quando a gente chegou, tinha uma bandinha de musica ao vivo animadíssima fazendo a alegria da galera. Aviso: não vá com uma roupa que você iria comer porções normalmente, porque os nativos estão trajando sua melhor roupa. Eu fui de calça jeans e me senti muito deselegante, a galera tava bem emperequetada e as meninas capricharam no côncavo. Mas avalie a situação, porque o pessoal frequentador é extremamente humilde, então a sua melhor roupa não necessariamente é a mesma coisa que a melhor roupa deles, só não vale ir sem salto.

Até agora acho que eles não gostaram muito da minha família, porque fomos os únicos que não dançaram. Todo mundo lá se comporta como se fosse um episódio de treinamento do Dancing With The Stars, só dá rei da dança de salão. Aliás, isso foi uma coisa que eu gostei muito (e me decepcionei ao mesmo tempo), porque eu achei que tocariam musicas rampeiras, forrós cafonas… mas não! Só umas coisas extremamente familiares, tipo banda de casamento mesmo. Até quando ele falou que ia rolar um funk pras gatinhas, que elas foram a loucura e eu me empolguei com o que estava prestes a assistir…. Era funky! Aquela vibe antiguinha de dançar engraçado, hahaha são muito competentes e bonitinhos os cidadãos do riacho grande. Exceto um casal que deve ter achado que a dança era competitiva e o tema da coreografia era “somos sexys”, que quando sua coreografia caliente chegou ao ápice, ele jogou a namorada pro alto… Só que o alto de um andar de um barco tem mais ou menos dois palmos a mais do que a minha baixa estatura!

Então a festa ficou bem animada, porque ele quase quebrou o nariz e ensanguentou além da camisa social que vestia, todo o resto da pista de dança. Parte boa: depois ele tirou a camisa e continuou dançando sensualmente só de jaqueta de couro hahahaha.  Então mesmo quem não gosta de dançar, não gosta das músicas, não gosta de nada, pode conferir o Atrevidus! Muitas cenas inesquecíveis passam dentro desse barco, com os amigos certos dá pra se divertir em qualquer lugar.

Flutuante Atrevidus

•             Site: www.restauranteflutuante.com

•             Faixa de preço: três porções + 15 cocas custaram R$ 180.

•             Avenida Amazonas, 254B – Rodovia Anchieta, próximo ao quilômetro 29 – Riacho Grande – São Bernardo do Campo

•             Telefone: 4354-0177

•             Lugares: 200

•             Horário: 11h30/17h (sex. e sáb. até 2h30; dom. até 23h; fecha seg.)

E você, tá na pegada nesse fim de semana? Já tá tudo programado? Já foi no Riacho? Eu até estou na pegada, mas me faltam ideias, então deixem sugestões pro meu fds nos comentários! Beijo e até segunda <3

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