Passeio em Trindade

Fim de semana passado, minha família se desesperou e fugiu para as colinas! Mesmo fazendo o maior frio da minha vida (mentira), entramos no carro e fomos passar o fim de semana em Ubatuba, fumando o nargile de todo dia e bebendo o energético das ocasiões especiais.

Como viagem pouca é bobagem, no sábado assim que acordamos, meu padrasto teve a ideia maneira da gente ir até Trindade, distrito de Paraty no Rio de Janeiro, curtir um bom passeio. Irônico o destino, né? Sete dias antes tudo o que eu queria era ter tempo de ir para Paraty assistir às mesas da Flip, mas a ironia da vida veio para melhorar a condição, já que visitar a cidade fora da semana do tal evento faz com que vários reais não saiam da minha conta corrente.

Nós acordamos umas 4 horas após o determinado para a realização da aventura, mas após meu cochilo matinal, a seção de embelezamento do meu irmão mais novo e boa parte da pasta K-Pop do iPod do meu padrasto, saímos para uma viagem de carro. Achei a estrada fácil, boa (não bati a minha cabeça no teto do carro nenhuma vez) e bem mais curta do que eu imaginava. Gosto muito de ficar andando de carro, isso deve se suceder justamente pelo fato de que não sou eu quem dirige, né? Mas acho maior maneiro ficar só olhando pela janela, babando e tomando dramin pra não vomitar, adoraria morar longe do trabalho pra poder ir de ônibus fretado e ficar olhando a rua pela janela todos os dias.

Assim que chega em Trindade, a coisa começa a apertar hahahahahaha que trocadilho maneiro. Pra quem não sabe aquela cidade é tipo São Tomé das Letras versão litoral, ou seja: só tem maconheiro. Algumas placas da cidade são listradas de amarelo, verde e vermelho e almoçamos em um restaurante cuja música ambiente era o CD do Bone Thugs’n Harmony. Eu gosto bastante dessa banda, mas… Maconha.

Andar de carro lá é esquisito porque as ruas são muito estreitas, mas do nada surge um caminhão gigante ou um ônibus municipal e você acha que ele vai passar em cima de você. Mas assim que chega no centrinho, você pode largar o carro porque qualquer coisa que você decidir fazer não vai precisar dele. Principalmente no nosso caso, que decidimos fazer… Uma trilha.

Eu já fui atleta, por mais que isso seja passado eu achei que ainda tava valendo a parte que eu consigo subir escadas. A trilha é fácil porque várias partes tem degraus e corrimãos, mas também é muito difícil porque é tudo tão alto e tem que fazer tanto esforço pra subir, achei que fosse morrer e sei que cheguei perto disso porque fiquei 2 dias sem conseguir andar depois dessa façanha selvagem.

Eu escalando o degrau.

Na verdade fizemos duas trilhas, uma de babys, que levava até uma praia onde ficava a trilha mais tensa, que é o único caminho para a famosa piscina natural do Cachadaço. Perguntei para as pessoas e me falaram que esse nome é uma evolução do termo ‘Caixa de Aço’, mas acho improvável devido ao uso de ch, não me enganem.

Como é fácil subir aqui! – disse Heloísa.

Essa piscina natural é legal por vários motivos! Lá tem várias pedras que dá pra dormir (tava muito cansada da trilha quando cheguei lá e cogitei essa sonequinha, mas minha mãe tagarela tanto que foi impossível); não precisa saber nadar porque tudo é relativamente raso; a água não é muito salgada e tem vários peixes! Eu acho eles super nojentos e quero morrer quando encostam nas minhas pernas, mas tem a parte boa de que eles são fofos e bonitinhos, o cardume que tava curtindo uma vibe lá comigo era azul claro e seus integrantes, os amiguinhos peixes, deviam ter no máximo uns 4 dedos de tamanho. Tentei convencer o meu irmão a me ajudar a pegar eles com a mão, mas ele não queria se molhar.

Depois que nós descansamos bastante e eu levei o maior tombo da minha vida e estourei um vaso sanguíneo da sola do pé que tá preto até agora, nós voltamos pela trilha cansativa, de novo. Até tem uma opção de pagar R$ 10 por pessoa e um daqueles barquinhos de morador levar você de volta, mas a distancia é tão pequena que não acho que vale a pena. A trilha mais terrível e cansativa demora cerca de 30 minutos a pé e olha que eu sou muito lerda e fico selecionando onde pisar para me sujar o menos possível.

Essa pedra…

…Parece um Snorlex dormindo <3

Quando nós voltamos para a cidade, estávamos morrendo de fome e começávamos a pesquisar qual dos restaurantes tinha a comidinha mais legal às 16h30, que normalmente não é um horário bom para almoçar em restaurante. Tudo é bem parecido, todo mundo serve coisas que parecem PF e nós escolhemos o nosso depois de dar uma olhada em todas as opções, hahahaha. Não me lembro o nome do nosso restaurante, mas ele tem uma placa na frente escrito ‘Não alimente o macaco’, que está pendurada em um macaco de carro. Eu não entendi a piada, o meu padrasto teve que me explicar. Na verdade eu tinha escolhido o restaurante porque acreditei que eles tivessem um pequeno sagui em algum lugar #chatiada.

Depois dessa refeição a gente voltou pra casa, para começar a pensar em um jantar e se enrolar em cobertas… Na varanda, pra poder fumar nargile de novo, hahaha. A minha família é muito apaixonada por fumar narguilé, o meu padrasto tem muitos fumos e muitas coisas legais e importadas, um dia conto melhor para vocês.

Por hora, essa é a minha dica se você quer viver um fim de semana diferente e, principalmente, uma aventura! Qual foi a ultima vez que viajou com a sua família? Beijo <3

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