Museu Ghibli

21 de outubro de 2014

Estou querendo escrever esse post desde que saí do Museu, mas me segurei as férias inteiras para não fazê-lo, afinal lá no Japão eu evitei ao máximo trabalhar, pra aproveitar bastante a viagem! Era pra finalmente ter escrito ontem de manhã, mas tanta coisa aconteceu aqui em casa, que o blog ficou pelo terceiro dia em dois anos e meio, sem post. Foi horrível né? Eu me sinto péssima quando isso acontece, mas tou numa fase complicada de mudança de apto, na verdade de resolver burocracias pra mudar, então não teve jeito. Peço desculpas pra galera que sentiu saudade <3

O Museu Ghibli foi o meu passeio favorito no Japão e era também o lugar que eu mais queria ir quando começamos a planejar a viagem. Tudo girava em torno disso, todas as datas, deslocamentos dentro do país, tudo ornava para esse passeio acontecer… Mas não foi nada fácil, viu? Sempre ficava chocada quando sabia de alguém que ia pro Japão e não visitava o Museu Ghibli, mas logo que resolvi ir também, descobri que não basta estar no Japão pra fazer esse passeio, tudo precisa ser planejado com três meses de antecedência! Isso porque os ingressos esgotam muito rápido e não são vendidos pela internet para nós que moramos no Brasil, portanto é necessário pedir para algum conhecido que more em Tóquio ir até uma Lawson (uma loja de conveniência que tem em todo lugar) e adquirir os ingressos por você. Como fomos no Museu dia 21 de setembro e recebemos o visto em agosto, nosso amigo Koichi se virou nos 30 e na segunda quinzena de julho, conseguiu comprar os últimos ingressos, para entrar no parque às 16h (são 3 turnos). No fim das contas nem pagamos esses ingressos, ganhamos de presente do nosso amigo Antônio, que é amigo do Koichi e combinou tudo pelas nossas costas, mas não é uma atração cara, custa 1mil ienes, o que dá mais ou menos uns R$ 23 por pessoa. Nem acreditei quando vi meu ingresso… Parecia tão impossível conseguir comprar algo pessoalmente, 3 meses antes, no Japão, que quase desistimos. Foi muita sorte ter amigos tão legais que nos ajudaram em todos os momentos e fizeram dar certo!

O ingresso branco é o emitido na Lawson, já o filminho é o ingresso que recebemos lá dentro para assistir o filme exclusivo!

Se você chegou até aqui sem saber ~what the fuck is Ghibli~, eu explico: de uma maneira muito resumida, é o estúdio que criou animações como Ponyo – Uma Amizade Que Veio do Mar; Meu Vizinho Totoro; Serviço de Entregas da Kiki; Princesa Mononoke; A Viagem de Chihiro, Castelo Animado; Porco Rosso; O Reino dos Gatos; Meus Vizinhos, os Yamadas; Quando Marnie Estava Lá… E muitos outros, tipo muitos mesmo. Mas basicamente, na minha opinião, fez todas as grandes animações japonesas e alguns dos melhores filmes que eu já assisti, isso porque nem sou tão fã de desenho assim, hein? Tem que assistir, além dos traços serem lindos, as histórias sempre são emocionantes e complexas, muito legais mesmo. Tem alguns filmes no Netflix, é só escrever Ghibli na busca que aparecem uns 4!

Eu sempre fui muito fã de tudo relacionado ao Totoro, amo o filme e sonhava em comprar mil coisinhas dele… Mas no Japão tem tantas em todo lugar, que comecei a  ficar mais obcecada por encontrar coisas dos outros filmes, como da Ponyo por exemplo (que trouxe uma pelúcia maravilhosa, postarei hoje no insta pra vocês verem). Pra quem também quiser comprar coisinhas, mas não tiver a oportunidade de ir ao Museu Ghibli, uma dica é a loja Tokyo Hands, que sempre tem muitos produtos dos filmes a venda por um preço legal. Mas pra quem for ao Museu, não compre nada fora e guarde seus ienes pra gastar lá dentro. A lojinha é simplesmente o paraíso na terra! Tem tudo o que você possa imaginar, de todos os personagens. Infelizmente não pode tirar foto de nada dentro do museu, absolutamente nada mesmo (e chegando lá você entende o motivo), mas garanto que a loja vale a pena. Compramos muitos livros com as ilustrações originais e storyboards dos filmes que mais somos fãs (cada um custa R$ 75), a Ponyo de pelúcia que dei de presente pra minha mãe (ela até chorou quando ganhou, de tanto que ama o filme… Tem uns 30cm e custou R$ 70, mas quando eu vi a carinha dela ganhando achei muito barato) e algumas outras coisinhas menores que fotografei pra mostrar pra vocês:

Pins fofinhos, tinha muitos modelos, pelo menos uns 50, foi difícil de escolher e cada um custou cerca de R$ 15.

Postais que compramos para fazer quadrinhos! Eram 20 modelos e cada um custou R$ 8.

Sinceramente não achei as coisas caras, mas de todas que fomos, essa foi a loja temática mais cara da viagem! Lá no Japão não tem essa coisa de só porque é de uma franquia a coisa custa os olhos da cara, provavelmente porque muitas das grandes franquias caras aqui, são de lá, né? Então vale bem a pena se jogar na lojinha, principalmente porque tem souvenires incríveis e poucas pessoas têm acesso, por causa da dificuldade em conseguir o ingresso. Da próxima vez que eu for (sim, mal cheguei e já quero ir de novo hahahaha), quero levar mais dinheiro focado nesse passeio! Tem jóias do Totoro (que não tem cara de coisa de criança) e conjuntos de taças de cristal Bacarat da Ponyo, por exemplo, que eram maravilhosos mas por causa das marcas, bem caros, né? Então agora que já sei vou levar uma mala, muito dinheiro e 100 metros de plástico bolha pra voltar realizada e rica. Fica a dica pra quem realmente quer voltar com o Museu Ghibli na mala!

Adesivos com o brasão do museu! Cada um custou cerca de R$ 10 e não adianta, eu não vou vender, rs.

Como eu disse, dentro do museu não podia fotografar nada e eu não quis dar um ~jeitinho~,não que vocês não mereçam ver tudo, mas é que era um lugar muito mágico e lindo, não queria burlar regras e nem estragar a surpresa de quem está se planejando para ir, pra mim foi tão especial e quero que seja assim pra todo mundo. Mas aviso que tem um andar só mostrando como as animações surgiram e como elas são feitas hoje em dia pelo estúdio. Tem também uma sala de cinema pra assistir uma animação exclusiva do museu (muito fofa gente <3) e ainda alguns andares mostrando um pouco como é o trabalho no estúdio… Pensei que essa parte seria meio tonta pra quem não é do ramo tipo eu, mas eles montam de um jeito que não dá vontade de ir embora, viu? Então quem for, tente comprar ingressos para o horário mais cedo possível, ainda que eles sejam os primeiros a esgotar.

Na saída, depois que você passeia por todo o museu, também tem um restaurante! Nele é permitido fotografar, então caprichei pra poder mostrar tudo pra vocês. Quase não fomos, acreditam? Estava meio cedo pra jantar e achamos que talvez fosse muito caro, ou sem graça… Eu geralmente me frustro muito em restaurante temático, porque fico assistindo muito os programas do Heston Blumenthal e sei que dá pra fazer coisas muito loucas e temáticas com a comida, basta ter criatividade, só que geralmente ninguém tem. Mas felizmente no The Straw Hat Cafe, restaurante do museu eles realmente se inspiram em toda a magia dos filmes e servem uma comida muito gostosa, em porções fartas, por preços justos, em um lugar lindo e cheio de magia! Tirei foto do cardápio pra vocês saberem tudo o que vende por lá e também os preços. O valor está em iene, mas considerem que 1.000 vale mais ou menos R$ 23.

Como ainda eram 19h, a ideia era tomar o café da tarde, até porque imaginamos que os pratos viriam com porções pequenas… Só que quando a comida chegou, percebemos que seria difícil vencê-la! Era tudo muito grande e muito gostoso, tipo muito mesmo… Apesar de ter amado tudo o que comi no Japão, arrisco dizer que foi uma das melhores refeições que fizemos por lá. Eu simplesmente pirei nesse restaurante! Só as bebidas já foram suficiente pra me apaixonar. Eu pedi uma soda azul com sorvete de creme e o Raoni um ginger ale… Tudo eles fazem por lá, não usam corantes sintéticos e eles avisam se puder conter traços de amendoim, lactose ou qualquer outra coisa que possa dar alergia. Detalhes para os canudinhos, que são feitos de palha! Muito charmoso, né? E além de lindo, tudo era uma delicia. Amei a minha bebida, mas a ginger ale do Raoni realmente era especial, cheia de gengibre, bem picante e refrescante ao mesmo tempo, vocês precisam provar!

Na hora de comer, ficamos na dúvida sobre o que pedir, porque tinham muitas opções maravilhosas! Mas acabamos resolvemos comer sanduíches, dai cada um pediu um e dividimos pra experimentar dos dois, o que foi ótimo, afinal era tudo imenso e desse jeito ninguém enjoou. O meu era de rosbife com salada e ainda acompanhava batatas fritas. O do Raoni era de tonkatsu, que é porco empanado e ainda vinha salada… Era o sanduiche para estômagos famintos, segundo o cardápio. Achei o dele um pouquinho seco, podia rolar um molho de mostarda ou um molho de tonkatsu mesmo, que é adocicado. Mas mesmo assim estava maravilhoso! Comeria os dois agora, aliás comeria tudo agora, mas isso não vem ao caso. Realmente mágico, mas se tivesse que escolher indicaria o meu mesmo, que além de mais bonito, ainda é um pouco menor e vem com batatas bem gostosas de acompanhamento!

Depois de tanta comida não cabia sobremesa, mas resolvemos fazer um esforço pro post ficar completo! Copiamos umas meninas da mesa atrás da gente, que pediram essa tacinha fofa. Foi dificil achar no cardápio, porque não vem tanta calda de chocolate assim, mas o nome está como Straw Hat Chocolat Parfait… Rolou uma confusão nessa hora, mas a garçonete que nos atendeu, apesar de não falar inglês, era muito fofa e atenciosa, sempre dava um jeito e com um pouquinho de mimica tudo dava certa. Ela realmente era muito gentil, assim como 99% dos atendentes do Japão.

Eu não gosto de comer frutas, mas achei esse doce muito gostoso! Bem leve e aromatizado, as frutas lá são diferentes, têm mais gosto do que as daqui… Mas em contrapartida, são enlouquecedoramente caras. Vi pêssegos de R$ 50 a unidade, melancias de R$ 180 e assim por diante, então acho que foi a única vez que comi fruta na viagem toda. Essa coisinha rosa em cima do chantilly é uma criptonita de açúcar, tipo uma balinha mesmo, bem fofinha e suave.

Além da louça, achei um charme que tudo vem com bandeirinhas dos personagens… Realmente um sonho, né? Depois de tomar esse café da tarde que de tão imenso, virou janta, fomos embora do Museu Ghibli, com a certeza de que mesmo sem poder fotografar tudo, jamais esqueceremos da experiência que tivemos naquele dia e esperamos poder voltar em breve! Pegamos um ônibus que parava na porta (todo decorado com personagens dos filmes do estúdio, apesar de ser um ônibus convencional, da cidade, que apenas para lá perto) e fomos até a estação de Mitaka, onde pegamos o metrô para Shinjuku, estação que ficava bem pertinho do nosso hotel. Mas sobre o hotel e a estação eu conto logo mais, aliás conto tudo logo mais, vou fazer muitos posts ainda… Só paro quando convencer todo mundo a ir pro Japão! Mil beijos e até amanhã <3

PS: uma colaboradora do fã clube brasileiro do Studio Ghibli também visitou o museu e tirou algumas fotos em áreas diferentes do parque, as quais eu não tive acesso, então se você quiser ver mais, clique aqui.

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