Meus primeiros dias em Hiroshima

Se vocês me dissessem há 6 meses, que hoje eu estaria escrevendo um post sobre os meus últimos dias, sentada na mesa do lounge de um hostel, que fica há duas quadras do memorial da Paz de Hiroshima, tomando uma lata de strong zero sozinha, eu nunca acreditaria… Mas a vida dá voltas, né? E cá estou eu, na frente do computador, tentando decidir o que fazer nos próximos dias.

 

 

 

Impressionante como uma cidade em que algo tão triste aconteceu, pode ser tão feliz né? 💖 #delarosanojapao

Uma foto publicada por Heloísa Dela Rosa (@hdelarosa) em

 

 

Se tem uma coisa que eu aprendi recentemente é que na prática, tudo é bem diferente do que imaginamos. Eu sempre achei que ficar em hostel era péssimo, barulhento, sujo e desconfortável – muitos de vocês já devem saber há um tempão que não é assim, pra mim é novidade, rs. Tá certo que, em muitos momentos, esse tipo de hospedagem demanda um pouco mais de comunicação interpessoal do que eu me sinto confortável em manter, mas acho que estamos falando de sair da zona de conforto, né?? E pra viajar sozinha, definitivamente não existe forma mais barata, então fica a dica: vale muito a pena e está sendo mil vezes melhor do que eu esperava. Em breve quero tentar fazer um tour daqui pra vocês, porque é realmente confortável e agradável :)

Já viajar sozinha… Eu achava que seria totalmente diferente! A gente cresce vendo filmes e lendo livros sobre a importância desse momento na vida de uma pessoa e realmente tem seu valor, mas geralmente as obras que abordam momentos assim na vida de alguém não deixam claro que na maior parte do tempo é assustador ter que conversar com a nossa própria cabeça o dia inteiro. Os filmes famosos focam muito na deliciosa jornada que é o descobrimento pessoal e a liberdade, mas acreditem – não existe defeito ou problema que saia ileso depois de 15 dias sozinha, rs. Nisso tudo, tem uma parte boa: pode parecer exagero, afinal saí do Brasil há duas semanas apenas, mas já tenho certeza que sou uma pessoa diferente, com prioridades diferentes. A parte ruim de tudo isso é que, ainda que esteja adorando poder ter um dia a dia típico de um cidadão local em uma das minhas cidades favoritas, às vezes penso que já estou com vontade de voltar – nunca o clichê "lar é onde o coração está", fez tanto sentido… Pra mim nem é mais clichê, é uma lei 😛

E por que estou contando tudo isso?? Porque sei que sempre incentivo vocês a viajarem, a juntarem dinheiro, a realizarem os sonhos de vocês não importa o que aconteça e continuo com essa ideia fixa – acreditem, planejem e façam acontecer, porque todo mundo pode conseguir e vale muito a pena! Mas sinceramente?? Ainda que eu ame esse país, seja grata e apaixonada pela ideia de poder viajar e ter experiências inesquecíveis aqui, o que sempre foi o meu sonho, hoje eu vejo que alguns lugares se tornam especiais por causa de momentos que vivemos neles – mas momentos inesquecíveis podemos viver até mesmo na sala de casa, ninguém precisa dar a volta ao mundo para ser feliz. Às vezes fazemos sacrificios muito grandes para fazer o impossível, né? E quando conseguimos é realmente muito legal, mas tenham em mente que o que faz cada lugar são as pessoas que estão nele e o que trazemos no nosso coração. Então a não ser que você esteja sendo procurado pelo FBI e queira uma nova identidade, mudar de país não resolve problema… Os problemas estão na nossa cabeça, mas felizmente acho que estou terminando de resolver os meus 😉  

Mil beijos e até mais tarde, hoje entra vídeo novo no canal <3

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