Baratie: o restaurante do One Piece!

Quem acompanha o canal do blog no youtube sabe que o nosso primeiro dia em Tóquio foi super agitado e especial, afinal passeamos em Odaiba, um lugar que eu queria muito conhecer e que definitivamente se tornou um dos meus lugares favoritos no Japão, tipo tem que ir sem falta!  Odaiba (お台場) é um distrito comercial e de entretenimento popular em uma ilha artificial na baía de Tóquio. Originou-se como um conjunto ilhas artificiais, que foram construídas no final do Período Edo (1603-1868) para proteger Tóquio contra possíveis ataques do mar e, especificamente, em resposta à diplomacia do Commodore Perry.Daiba literalmente significa “forte”. Mais de um século depois, em torno dos anos 80, as pequenas ilhas foram unidas em ilhas maiores por aterros enormes, e Tóquio iniciou um projeto de desenvolvimento espetacular que visava transformar as ilhas em um bairro residencial e empresarial futurista. Mas o desenvolvimento foi desacelerado após o estouro da “bolha econômica” no início dos anos 1990, deixando grande parte de Odaiba ainda vaga e sem moradores.

Um momento épico para quem já assistiu Digimon!

Na prática, pra quem vai passear por lá como a gente, é uma grande ilha de compras e diversão. É o lugar perfeito para um turista viver um dia de compras e diversão, além do trajeto até Odaiba já ser incrível, lá tem outlets, shoppings, o Gundam gigante, a roda gigante, prédios gigantes, shoppings gigantes… É tudo gigante! Tem o museu de cera da Madame Tussauds, o parque da Lego, o parque da Sega, museus, alguns prédios icônicos que a gente nunca na vida imagina que vai acontecer e vários tour interessantes, como  pelo showroom da Toyota e pela sede da Fuji TV… Que foi onde conhecemos Baratie, o famoso restaurante inspirado em One Piece.

O Raoni ama One Piece, eu acho que é um dos desenhos que ele mais ama, ele compra tudo o que vê deles pela frente, assina o mangá, tem muitos brinquedinhos dos personagens (eu sei que chama action figure, rs) e tudo mais, só que mesmo assim ir ao Baratie não estava nos nossos planos, até porque a gente não sabia onde ele ficava, sabia apenas que ele existia… Mas no meio da tarde, logo após o almoço, demos de cara com o restaurante, no observatório da Fuji TV, que na verdade é um lugar maravilhoso para fazer um restaurante. Como a gente tinha acabado de comer e não podíamos passar tanto tempo por lá por causa da apresentação noturna do Gundam que aconteceria umas 2h depois em outro ponto da ilha, resolvemos entrar e beber alguma coisa, pra conhecer o lugar, tirar muitas fotos e curtir o momento. Foi a melhor ideia que tivemos, porque tudo é realmente muito legal por lá! Tiramos ótimas fotos:

É engraçado que é um restaurante inspirado em um desenho animado, mas é um restaurante meio chique ao mesmo tempo. O atendimento não é casual (apesar de ser excelente e gentil) e o ambiente também não é informal, é tudo grandioso e lindo, muito diferente do que eu imaginava e bem mais pomposo do que o restaurante temático do Museu Ghibli, por exemplo. Os preços são mais altos do que os restaurantes comuns do Japão, mas além do lugar ser incrível, a comida também é mais requintada. Eles fazem menus de acordo com cada temporada do desenho e tem algumas televisões explicando a inspiração para cada prato, o que é ótimo porque até quem não sabe tudo da série consegue entrar no clima e curtir a refeição como uma experiência única. As bebidas custam todas cerca de R$ 13, os pratos cerca de R$ 35, mas tem alguns aperitivos a partir de R$ 10 também. Não dá pra ver tudo e principalmente, pra entender o que está escrito, porque muita coisa é em japonês, mas fotografei o cardápio para os fãs pirarem e já planejarem o que vão comer na próxima viagem, que definitivamente precisa ser ao Japão:

Tem bastante coisa fofa, né? Eu adoro como no Japão as comidas chegam na mesa exatamente como no cardápio, tudo bem decorado, montado com capricho e atenção. Ainda quero ir jantar nesse restaurante numa próxima viagem, porque achei que várias coisas parecem gostosas olhando pelas fotos. As nossas bebidas além de lindas, eram uma delicia:

A minha era de pêssego com flor de alguma coisa (e realmente vinha uma flor yay! eu amo comidas com flores) e a do Raoni era uma soda diferente, com frutas vermelhas. Achei elas muito lindas, fiz um book dos copos pra nunca esquecer de como eram fofas e gostosas. Eu experimentei a do Raoni e realmente era uma delicia, nem sei qual era melhor na verdade. Achei que íamos beber alguma coisa só pra conhecer o lugar e não deixar a oportunidade passar, mas no fim das contas as bebidas eram tão incríveis, que viraram uma experiência também.

Tudo incrível, né? E essa foi só uma pequena parte do nosso dia em Odaiba, realmente todo mundo precisa ir pra lá um dia! Para saber mais sobre a ilha, suas atrações e como chegar, é só clicar aqui. Para saber mais sobre o prédio da Fuji TV, onde fica o Baratie e outras lojinhas legais, clique aqui. Esse é um passeio que eu nunca vou esquecer. Infelizmente é meio caro ir para Odaiba, a passagem do monotrilho custa uns R$ 20 e nem é uma distância tão longa assim, mas… Valeu cada centavo! Muitas das coisas mais legais que vimos em Tóquio ficava na ilha artificial. Aliás, gravei um vlog mostrando tudo o que fizemos nesse dia, que foi o nosso primeiro na vidade:

Demais, né? Mal posso esperar para voltar e fazer tudo de novo! Espero que tenham gostado das dicas e das fotos, tem muito mais vindo por aí. Mil beijos e até amanhã <3

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Planejando a viagem: nossos hotéis no Japão e na Coréia do Sul!

Acho que já contei pra vocês como sou viciada por planejamento, como sou maníaca por ter controle de todas as situações e gosto de planejar com bastante antecedência como tudo vai acontecer, né? Em alguns casos acaba sendo um pouco irritante pra mim (eu não consigo dormir sem ter uma lista do que vou fazer nos próximos 3 dias, por exemplo), mas em outros, como em viagens, é uma benção. Em viagens para o Japão então, que para dar entrada no visto já precisa ter passagens, todas as reservas feitas e passeios agendados, é praticamente um dom!

Ainda quero fazer um post falando sobre como fizemos para planejar todas essas informações que acabei de citar, mas já adianto que a escolha dos hotéis foi sem dúvida a parte mais difícil, afinal queríamos economizar, mas em hipótese alguma prejudicar o nosso conforto e tranquilidade durante a viagem. 30 dias em países que não falamos a língua já podem ser complicados demais para ainda chegar no fim do dia e não ter um lugar agradável para descansar. Por esses e vários outros motivos, hostel nunca foi uma opção, aliás, pra mim nunca é uma opção, porque eu não consigo dividir banheiro e sempre tenho muita bagagem pra espalhar por aí. Se você não se importar com esses fatores e quiser aventura total, tem muitos hosteis baratinhos e legais no Japão e na Coréia, aliás principalmente na Coréia… No Japão eu não passei por tantos na minha pesquisa, então não sei. Mas se você é como eu, também não se desespere, porque dá pra achar hotéis legais e bem localizados (sem luxo, né?) por valores bem acessíveis, afinal de contas eu achei. Claro que pra achar eu fiquei 4 dias inteiros lendo o booking, o tripadvisor e o google maps. Eu lí tanto o google maps que quando eu cheguei no Japão e na Coréia eu já sabia de cabeça onde as coisas ficavam hahahaha, juro! Foi assustador, mas toda essa pesquisa teve ótimos resultados. Conseguimos hotéis nos melhores lugares da cidade, todos com internet boa no quarto, banheira e limpeza diária, por preços muito legais. Vou listar todos os lugares onde nos hospedamos pra vocês com fotos e detalhes, mas antes, algumas dicas para você encontrar o hotel perfeito para a sua viagem japonesa ou coreana:

  • O Booking é o melhor lugar para reservar hotéis. Além de sempre ter promoção rolando por lá, é mais fácil utilizar o site e ainda dá pra cancelar as reservas sem pagar multa.
  • Mas ao mesmo tempo, não dá pra usar o Booking sozinho, afinal muitos dos hotéis não têm resenhas por lá. Para saber mais sobre um hotel, pesquise no TripAdvisor, melhor site da internet para quem quer viajar.
  • Na primeira viagem eu não tive coragem, mas na próxima ida ao Japão já quero tentar o Airbnb, afinal já conheço bem Tóquio e já sei onde quero ficar ou não quero. Os preços valem bem a pena, principalmente para viagens mais longas como a minha.
  • Fique de olho na antecedência, reservamos os nossos hotéis entre 2 e 3 meses antes e foi um ótimo negócio. Conseguimos uma promoção incrível por causa do timing.
  • Nas fotos do booking vai parecer que os donos dos hotéis estão mentindo, porque todos os banheiros parecem idênticos. Mas relaxa, por incrível que pareça, todos os banheiros são idênticos mesmo.
  • Ainda vou falar sobre como andar por lá, se vale a pena ou não o Japan Rail Pass, mas independente disso tudo, pegue um hotel próximo a estações da JR, tem muito metrô no Japão, mas só essas estações são realmente úteis no dia a dia. Ficamos em Shinjuku e eu não troco por nada, mas Shibuya e Harajuku podem ser opções legais também.
  • O Check-in no Japão geralmente varia entre as 15h ou 16h (a maioria dos hotéis não tem early check-in, prepare-se para enrolar). Já o check-out em todos os hotéis que ficamos era as 10h. Cedo, né?
  • No Japão não tem internet livre pra usar nos lugares (nem na Starbucks!) e alugar um wi-fi móvel custa cerca de R$ 22/dia. No nosso caso valeu mais a pena reservar hotéis que tinham internet no quarto do que alugar esse aparelho, então reflita sobre as suas necessidades. A gente olhava os mapas antes de sair do hotel, planejávamos tudo o que gostaríamos de visitar no dia e quando tínhamos dúvidas ou nos sentíamos perdidos, pedíamos informação na rua. Achei mais legal assim!
  • Divirta-se no seu quarto e aprenda a usar todas as coisas malucas que tiver por lá: veja todos os canais da TV (porque eles são o máximo, principalmente no Japão), faça chás ou noodles com a chaleira elétrica, passe roupa na passadeira em formato de prancha de bodyboard, vá na Lush comprar sais e tome mil banhos longos de banheira (porque lá tem bastante água, por enquanto), use os shampoos e condionadores Shiseido do banheiro (mas leve os seus, porque meu cabelo detestou). Parece besteira, mas é muito legal não ter medo que as coisas vão quebrar e aproveitar todas as coisas diferentes.
  • Não se preocupe tanto, um atendimento primoroso no Brasil equivale a um serviço basicão no Japão, lá eles são muito mais atenciosos do que aqui e farão tudo o que você solicitar que estiver ao alcance deles, com um grande sorriso no rosto, até nos hotéis mais baratos. Já na Coréia… Eles são mais frios mesmo, ou às vezes até rudes, mas no hotel que ficamos isso não fez diferença na prestação de serviço. Quando eu pedia mais água, pra mudar o horário da limpeza ou ainda pra agendarem algum passeio para nós, tudo dava certo, mesmo sem tantos sorrisos, rs. 

Agora que vocês já sabem mais ou menos o que precisa ser observado e o que precisa ser avaliado de acordo com as suas necessidades, vou listar abaixo os hotéis que ficamos durante a viagem. Mas vale ressaltar que não tivemos problema em nenhum deles: limpeza, conforto, atendimento, localização… Tudo foi ótimo e não nos arrependemos em nenhum momento.

For Leaves Inn Uehonmachi
543-0021 Osaka, Osaka, Tennoji-ku Higashi-kozu-cho 6-19 , Japão
Diária que pagamos pelo booking: R$ 102

Esse foi o primeiro hotel que ficamos no Japão, passamos 5 noites nele e de todos foi o menos legal, mas ainda assim legal. Foi meio complicado encontrar hotéis em Osaka, por ser uma cidade procurada por muitos turistas e ao mesmo tempo, interior. Mas pelo preço que pagamos valeu muito a pena. Não me apaixonei completamente porque ele não fica na região que eu mais gostei de passear em Osaka, que era Namba, então toda vez que queríamos ir pra lá comer ou fazer compras, precísavamos pegar metrô ou caminhar por 20 ou 25 minutos… Mas que em um lugar tão legal e tranquilo, também não foi nenhum sacrifício.

O quarto era grande para os padrões de hotel BBB (bom, bonito e barato) no Japão, tinha bastante pressão na água da banheira, internet no quarto grátis e TV a cabo (sem canais em inglês). A recepção do hotel nos deixou guardar nossas malas lá no primeiro dia, que chegamos muito antes do check-in e o atendimento foi ótimo, apesar de mais frio, já que os atendentes falavam pouco inglês. A limpeza era muito bem feita e discreta, nunca vi as faxineiras pelo corredor, mas precisamos pagar a parte pela toalha de banho, 500 ienes (uns 10 reais…) cada uma, isso eu achei meio chato. Mas ficaria de novo lá, com certeza (e não levaria toalhas de banho da mesma forma, porque ocupa espaço demais, vale a pena pagar).

Hotel Listel Shinjuku 
160-0022 Tokyo To, Shinjuku-ku, Shinjuku 5-3-20 , Japão
Diária que pagamos pelo booking: R$ 173

Esse hotel foi um grande golpe de sorte na nossa viagem. Pesquisei bastante os hotéis em Shinjuku e logo no primeiro dia já cai nesse, mas a diária dele normalmente custa R$ 330, o que definitivamente era acima do que queríamos pagar. Só que no terceiro dia de pesquisas, ele estava com uma tag do booking chamada “oferta esperta”, que é um nome meio maluco, mas que surge quando restam poucos quartos disponíveis para a data e o hotel quer fechar as reservas logo. Com um desconto tão alto, fechamos na hora e não nos arrependemos. Esse hotel é perfeito, fica a 10min de caminhada da estação Shunjuku da JR e na região da cidade que mais gostamos, cheia de lojas, shopping, restaurantes, pessoas felizes e gente na rua até tarde, muito legal mesmo. Sem falar que a maioria dos trens e metrôs que precisávamos pegar para os passeios passam por essa estação, então ainda nos ajudou a economizar com passagens.

Esse quarto não era muito grande, mas tinha esse sofá que acomodou as nossas malas por toda a estadia que era legal, além do mais a televisão estava melhor posicionada que no de Osaka e tinham mais produtos no banheiro. Eles tinham wi-fis individuais para cada andar, então a conexão era muito boa e rápida, assim como aqui em casa, conseguia subir videos de até 30 minutos em menos de 5min no youtube, não tive problemas quanto a isso. Nesse as arrumadeiras passavam pontualmente meio-dia, então tivemos que pedir pra elas pularem dias de arrumação, porque às vezes ainda estávamos no hotel essa hora. O quarto era completo, tinha uma prancha gigante que esquentava e servia pra passar roupa, chaleira, frigobar, banheira, vaso sanitário com mil botões e funções, além de um ar-condicionado que não funcionava direito, mas que foi totalmente trocado assim que reclamamos. Todo mundo falava inglês bem e era um hotel bem movimentado. Sem dúvidas, o melhor hotel da viagem!

Saerim Hotel
192-17 Gwanghun-Dong, Jongno-Gu, Jongno-Gu, 110-300 Seul, Coreia do Sul
Diária que pagamos pelo booking: R$ 140

Na hora de escolher um hotel em Seul, fiquei um tempão procurando, afinal não tem tantas resenhas assim sobre a Coréia na internet, principalmente em inglês. Deu trabalho, mas curiosamente no fim das contas acabei escolhendo o primeiro hotel que tinha visto na minha pesquisa. Muita gente falava que não conseguia encontrar esse hotel na rua, que ficava rodando por muito tempo com o taxi até encontrar, então fiquei preocupada, porque chegaríamos às 22h no bairro e acabamos chegando somente meia-noite, porque eu perdi meu passaporte no aeroporto e demorei até conseguir encontrar (pois é!). Eu ainda preciso fazer um post sobre as nossas impressões sobre a Coréia para detalhar os motivos pelos quais não gostei de lá, mas mesmo com a rua escura, sem uma alma andando por lá e ada de internet no celular, conseguimos encontrar o hotel. Eu não entendi porque as pessoas que deixaram resenhas na internet sobre o local tiveram tanta dificuldade, sinceramente.

O mais difícil na hora de achar um bom hotel barato na Coréia, é encontrar opções com banheira ou box no banheiro. A maioria dos que eu via tinham um banheiro bem pequeno, com baso sanitário, lavatório e um chuveirinho, sem nenhuma divisão, ou seja, ia ser uma experiência um pouco chata. No fim das contas escolhi o Saerim por causa do banheiro e pela ótima localização, perto de tudo, de várias estações de metrô, do centro de compras e ainda de muitos pontos turísticos, tanto que andamos muito a pé pela cidade sem problema algum. O atendimento lá era meio estranho, assim como em toda a cidade, mas não tivemos problemas. Passávamos muito tempo no hotel durante o dia, geralmente saíamos para passeios por volta das 14h (de tanto que gostamos da cidade kkkkkk) e a única coisa que eventualmente estranhávamos era a gritaria entre as camareiras, que aparentemente gostavam de conversar estando em quartos diferentes. Mas nada que me irritasse a ponto de ir reclamar, né? Na verdade gosto de ouvir pessoas falando outras línguas, então era curioso. Esse hotel foi o único da viagem que deixava dentro do frigobar água e suco a vontade para os hóspedes, achei fofo.

Best Hotel
169-0073 Tokyo To, Shinjuku-ku Hyakunincho 1-2-3, Japão
Diária que pagamos pelo booking: R$ 157

Como o nosso voo de retorno para o Brasil saia de Tóquio, quando voltamos da Coréia do Sul ainda tínhamos um dia de estadia na cidade. Com o preço do hotel que ficamos inicialmente fora da promoção era alto, essa não era uma opção. Então reservamos um hotel mais barato para passar esse último dia de compras desenfreadas (não gastamos tanto na Coréia, por vários motivos que em breve explico, então tínhamos bastante dinheiro sobrando no último dia da viagem). Achei que seria furada, mas no fim das contas me surpreendeu muito positivamente. Ele fica exatamente do outro lado de Shinjuku, mas com 5min de caminhada estávamos na estação de metrô central do bairro e em 10min estávamos nas ruas principais. No fim das contas achei ele tão bem localizado quanto o Listel Shinjuku, mas o quarto era um pouquinho menos lindo, mas lindo suficiente para eu cogitar me hospedar por lá todos os dias da próxima vez que visitarmos a cidade.

Suspeito que esse tenha sido o dia mais cansativo da minha vida inteira, por isso a escassez de fotos. Mas dá pra ver que exoticamente o lavatório fica no quarto, a banheira em um cômodo e o vaso sanitário em outro, né? E o vaso sanitário não tinha botões também… Já estou morrendo de saudade dos vasos sanitários com botões. Tinha ar condicionado, frigobar, tv, tudo o que tinha direito, igual os outros, ainda não entendo como ele pode custar tão barato. Sem falar que o atendimento era ótimo, eu fiz a maior zona na recepção no último dia e não ganhei sequer um olhar torno da recepcionista. Eles ainda deixam você guardar a mala na recepção por quanto tempo precisar. Eu guardei das 10h às 18h do último dia, por causa do check-out tão cedo deles, mas vi uma menina que curiosamente, deixou por 4 dias! Ah, a única critica que eu faria é que tem degraus demais, mesmo com elevador, tem muito degrau nos andares e na entrada, talvez pra um cadeirante ou pra alguém que não pode carregar a mala no braço nem um pouquinho, seja dificil. O hotel é super fácil de achar, tem um letreiro luminoso com o nome do hotel no topo do prédio! O letreiro está meio quebrado, então me senti naquele filme O Albergue, mas depois deu tudo certo hahahaha.

Gostaram? Como eu disse, nada luxuoso, afinal não somos ricos e queríamos muito realizar esse sonho logo, como imagino que seja o caso de vários de vocês. Também ficaram surpresos com os preços? No começo achei que por serem opções baratas, passaríamos alguns perrengues, ou ficaríamos longe dos lugares legais, mas muito pelo contrário. Em Osaka ainda precisávamos andar um pouco para chegar ao centro comercial, mas em Tóquio, as duas opções são em ruas maravilhosas. Tranquilas, mas ha apenas 5mim de caminhada das avenidas principais. Espero que essas dicas tenham ajudado vocês, qualquer dúvida que vocês tiverem deixem nos comentários que eu tento ajudar. Peço desculpas pela qualidade das fotos também, até porque tem mil itens pessoais nossos nelas. Queria tirar antes de entrar com as coisas, pra ficar mais bonitinho, mas fotos assim tem no site dos hotéis, chegávamos tão cansados de arrastar as malas pela cidade que não dava pra esperar, rs. Mil beijos e até amanhã <3

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Museu Ghibli

Estou querendo escrever esse post desde que saí do Museu, mas me segurei as férias inteiras para não fazê-lo, afinal lá no Japão eu evitei ao máximo trabalhar, pra aproveitar bastante a viagem! Era pra finalmente ter escrito ontem de manhã, mas tanta coisa aconteceu aqui em casa, que o blog ficou pelo terceiro dia em dois anos e meio, sem post. Foi horrível né? Eu me sinto péssima quando isso acontece, mas tou numa fase complicada de mudança de apto, na verdade de resolver burocracias pra mudar, então não teve jeito. Peço desculpas pra galera que sentiu saudade <3

O Museu Ghibli foi o meu passeio favorito no Japão e era também o lugar que eu mais queria ir quando começamos a planejar a viagem. Tudo girava em torno disso, todas as datas, deslocamentos dentro do país, tudo ornava para esse passeio acontecer… Mas não foi nada fácil, viu? Sempre ficava chocada quando sabia de alguém que ia pro Japão e não visitava o Museu Ghibli, mas logo que resolvi ir também, descobri que não basta estar no Japão pra fazer esse passeio, tudo precisa ser planejado com três meses de antecedência! Isso porque os ingressos esgotam muito rápido e não são vendidos pela internet para nós que moramos no Brasil, portanto é necessário pedir para algum conhecido que more em Tóquio ir até uma Lawson (uma loja de conveniência que tem em todo lugar) e adquirir os ingressos por você. Como fomos no Museu dia 21 de setembro e recebemos o visto em agosto, nosso amigo Koichi se virou nos 30 e na segunda quinzena de julho, conseguiu comprar os últimos ingressos, para entrar no parque às 16h (são 3 turnos). No fim das contas nem pagamos esses ingressos, ganhamos de presente do nosso amigo Antônio, que é amigo do Koichi e combinou tudo pelas nossas costas, mas não é uma atração cara, custa 1mil ienes, o que dá mais ou menos uns R$ 23 por pessoa. Nem acreditei quando vi meu ingresso… Parecia tão impossível conseguir comprar algo pessoalmente, 3 meses antes, no Japão, que quase desistimos. Foi muita sorte ter amigos tão legais que nos ajudaram em todos os momentos e fizeram dar certo!

O ingresso branco é o emitido na Lawson, já o filminho é o ingresso que recebemos lá dentro para assistir o filme exclusivo!

Se você chegou até aqui sem saber ~what the fuck is Ghibli~, eu explico: de uma maneira muito resumida, é o estúdio que criou animações como Ponyo – Uma Amizade Que Veio do Mar; Meu Vizinho Totoro; Serviço de Entregas da Kiki; Princesa Mononoke; A Viagem de Chihiro, Castelo Animado; Porco Rosso; O Reino dos Gatos; Meus Vizinhos, os Yamadas; Quando Marnie Estava Lá… E muitos outros, tipo muitos mesmo. Mas basicamente, na minha opinião, fez todas as grandes animações japonesas e alguns dos melhores filmes que eu já assisti, isso porque nem sou tão fã de desenho assim, hein? Tem que assistir, além dos traços serem lindos, as histórias sempre são emocionantes e complexas, muito legais mesmo. Tem alguns filmes no Netflix, é só escrever Ghibli na busca que aparecem uns 4!

Eu sempre fui muito fã de tudo relacionado ao Totoro, amo o filme e sonhava em comprar mil coisinhas dele… Mas no Japão tem tantas em todo lugar, que comecei a  ficar mais obcecada por encontrar coisas dos outros filmes, como da Ponyo por exemplo (que trouxe uma pelúcia maravilhosa, postarei hoje no insta pra vocês verem). Pra quem também quiser comprar coisinhas, mas não tiver a oportunidade de ir ao Museu Ghibli, uma dica é a loja Tokyo Hands, que sempre tem muitos produtos dos filmes a venda por um preço legal. Mas pra quem for ao Museu, não compre nada fora e guarde seus ienes pra gastar lá dentro. A lojinha é simplesmente o paraíso na terra! Tem tudo o que você possa imaginar, de todos os personagens. Infelizmente não pode tirar foto de nada dentro do museu, absolutamente nada mesmo (e chegando lá você entende o motivo), mas garanto que a loja vale a pena. Compramos muitos livros com as ilustrações originais e storyboards dos filmes que mais somos fãs (cada um custa R$ 75), a Ponyo de pelúcia que dei de presente pra minha mãe (ela até chorou quando ganhou, de tanto que ama o filme… Tem uns 30cm e custou R$ 70, mas quando eu vi a carinha dela ganhando achei muito barato) e algumas outras coisinhas menores que fotografei pra mostrar pra vocês:

Pins fofinhos, tinha muitos modelos, pelo menos uns 50, foi difícil de escolher e cada um custou cerca de R$ 15.

Postais que compramos para fazer quadrinhos! Eram 20 modelos e cada um custou R$ 8.

Sinceramente não achei as coisas caras, mas de todas que fomos, essa foi a loja temática mais cara da viagem! Lá no Japão não tem essa coisa de só porque é de uma franquia a coisa custa os olhos da cara, provavelmente porque muitas das grandes franquias caras aqui, são de lá, né? Então vale bem a pena se jogar na lojinha, principalmente porque tem souvenires incríveis e poucas pessoas têm acesso, por causa da dificuldade em conseguir o ingresso. Da próxima vez que eu for (sim, mal cheguei e já quero ir de novo hahahaha), quero levar mais dinheiro focado nesse passeio! Tem jóias do Totoro (que não tem cara de coisa de criança) e conjuntos de taças de cristal Bacarat da Ponyo, por exemplo, que eram maravilhosos mas por causa das marcas, bem caros, né? Então agora que já sei vou levar uma mala, muito dinheiro e 100 metros de plástico bolha pra voltar realizada e rica. Fica a dica pra quem realmente quer voltar com o Museu Ghibli na mala!

Adesivos com o brasão do museu! Cada um custou cerca de R$ 10 e não adianta, eu não vou vender, rs.

Como eu disse, dentro do museu não podia fotografar nada e eu não quis dar um ~jeitinho~,não que vocês não mereçam ver tudo, mas é que era um lugar muito mágico e lindo, não queria burlar regras e nem estragar a surpresa de quem está se planejando para ir, pra mim foi tão especial e quero que seja assim pra todo mundo. Mas aviso que tem um andar só mostrando como as animações surgiram e como elas são feitas hoje em dia pelo estúdio. Tem também uma sala de cinema pra assistir uma animação exclusiva do museu (muito fofa gente <3) e ainda alguns andares mostrando um pouco como é o trabalho no estúdio… Pensei que essa parte seria meio tonta pra quem não é do ramo tipo eu, mas eles montam de um jeito que não dá vontade de ir embora, viu? Então quem for, tente comprar ingressos para o horário mais cedo possível, ainda que eles sejam os primeiros a esgotar.

Na saída, depois que você passeia por todo o museu, também tem um restaurante! Nele é permitido fotografar, então caprichei pra poder mostrar tudo pra vocês. Quase não fomos, acreditam? Estava meio cedo pra jantar e achamos que talvez fosse muito caro, ou sem graça… Eu geralmente me frustro muito em restaurante temático, porque fico assistindo muito os programas do Heston Blumenthal e sei que dá pra fazer coisas muito loucas e temáticas com a comida, basta ter criatividade, só que geralmente ninguém tem. Mas felizmente no The Straw Hat Cafe, restaurante do museu eles realmente se inspiram em toda a magia dos filmes e servem uma comida muito gostosa, em porções fartas, por preços justos, em um lugar lindo e cheio de magia! Tirei foto do cardápio pra vocês saberem tudo o que vende por lá e também os preços. O valor está em iene, mas considerem que 1.000 vale mais ou menos R$ 23.

Como ainda eram 19h, a ideia era tomar o café da tarde, até porque imaginamos que os pratos viriam com porções pequenas… Só que quando a comida chegou, percebemos que seria difícil vencê-la! Era tudo muito grande e muito gostoso, tipo muito mesmo… Apesar de ter amado tudo o que comi no Japão, arrisco dizer que foi uma das melhores refeições que fizemos por lá. Eu simplesmente pirei nesse restaurante! Só as bebidas já foram suficiente pra me apaixonar. Eu pedi uma soda azul com sorvete de creme e o Raoni um ginger ale… Tudo eles fazem por lá, não usam corantes sintéticos e eles avisam se puder conter traços de amendoim, lactose ou qualquer outra coisa que possa dar alergia. Detalhes para os canudinhos, que são feitos de palha! Muito charmoso, né? E além de lindo, tudo era uma delicia. Amei a minha bebida, mas a ginger ale do Raoni realmente era especial, cheia de gengibre, bem picante e refrescante ao mesmo tempo, vocês precisam provar!

Na hora de comer, ficamos na dúvida sobre o que pedir, porque tinham muitas opções maravilhosas! Mas acabamos resolvemos comer sanduíches, dai cada um pediu um e dividimos pra experimentar dos dois, o que foi ótimo, afinal era tudo imenso e desse jeito ninguém enjoou. O meu era de rosbife com salada e ainda acompanhava batatas fritas. O do Raoni era de tonkatsu, que é porco empanado e ainda vinha salada… Era o sanduiche para estômagos famintos, segundo o cardápio. Achei o dele um pouquinho seco, podia rolar um molho de mostarda ou um molho de tonkatsu mesmo, que é adocicado. Mas mesmo assim estava maravilhoso! Comeria os dois agora, aliás comeria tudo agora, mas isso não vem ao caso. Realmente mágico, mas se tivesse que escolher indicaria o meu mesmo, que além de mais bonito, ainda é um pouco menor e vem com batatas bem gostosas de acompanhamento!

Depois de tanta comida não cabia sobremesa, mas resolvemos fazer um esforço pro post ficar completo! Copiamos umas meninas da mesa atrás da gente, que pediram essa tacinha fofa. Foi dificil achar no cardápio, porque não vem tanta calda de chocolate assim, mas o nome está como Straw Hat Chocolat Parfait… Rolou uma confusão nessa hora, mas a garçonete que nos atendeu, apesar de não falar inglês, era muito fofa e atenciosa, sempre dava um jeito e com um pouquinho de mimica tudo dava certa. Ela realmente era muito gentil, assim como 99% dos atendentes do Japão.

Eu não gosto de comer frutas, mas achei esse doce muito gostoso! Bem leve e aromatizado, as frutas lá são diferentes, têm mais gosto do que as daqui… Mas em contrapartida, são enlouquecedoramente caras. Vi pêssegos de R$ 50 a unidade, melancias de R$ 180 e assim por diante, então acho que foi a única vez que comi fruta na viagem toda. Essa coisinha rosa em cima do chantilly é uma criptonita de açúcar, tipo uma balinha mesmo, bem fofinha e suave.

Além da louça, achei um charme que tudo vem com bandeirinhas dos personagens… Realmente um sonho, né? Depois de tomar esse café da tarde que de tão imenso, virou janta, fomos embora do Museu Ghibli, com a certeza de que mesmo sem poder fotografar tudo, jamais esqueceremos da experiência que tivemos naquele dia e esperamos poder voltar em breve! Pegamos um ônibus que parava na porta (todo decorado com personagens dos filmes do estúdio, apesar de ser um ônibus convencional, da cidade, que apenas para lá perto) e fomos até a estação de Mitaka, onde pegamos o metrô para Shinjuku, estação que ficava bem pertinho do nosso hotel. Mas sobre o hotel e a estação eu conto logo mais, aliás conto tudo logo mais, vou fazer muitos posts ainda… Só paro quando convencer todo mundo a ir pro Japão! Mil beijos e até amanhã <3

PS: uma colaboradora do fã clube brasileiro do Studio Ghibli também visitou o museu e tirou algumas fotos em áreas diferentes do parque, as quais eu não tive acesso, então se você quiser ver mais, clique aqui.

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