Como arrumar uma mala sem saber para onde ir, como chegar e quando isso vai acontecer!

Quem escreve desse lado, dessa vez, é a prima da Helô, a Maria Eugênia. Dia desses resolvi que ia colocar uma mochila nas costas e sair por aí e vim compartilhar com vocês o como preparei minha mala (leia-se mochila), porque acreditem: realmente não é tão fácil quanto parece.

Quando você não tem com exatidão o número de dias que viajará, nem exatamente de onde passará e não pode levar muito volume, pois vai ter que andar 2000 km com uma mochila nas costas com todos os seus bens necessários, o que vai levar tem que se reduzir ao essencial (mas que caiba em qualquer contexto, clima e situação) e convenhamos, com tanta incerteza realmente não parece uma tarefa fácil.

NÃO! Nem pensar. Você não precisa de tudo isso, mocinha. Definitivamente.

Dica: faça uma lista prévia antes do que precisará levar, com bastante antecedência. Dê uma olhadinha sempre que possível. Sempre que você ler vai acabar lembrando-se de algo que esqueceu ou riscando algum item da lista que, no final das contas, não é tão essencial assim. Realmente funciona, se você não fizer como eu, que esqueci a lista na cidade onde moro e fiz a mala na casa dos meus pais, então tive que fazer a mala com o que eu lembrei na hora (obvio que faltaram coisas!). Hahahaha. Ok podem rir.

Contextualizando vocês, eu planejava ir até Montevidéu de carona, saindo de São Paulo e passando por: Florianópolis, Porto Alegre, Punta Del Diablo e Punta Del Este. No final das contas meu roteiro mudou, mas isso eu conto depois. Duas semanas de viagem. Como iria de carona precisava otimizar peso e espaço. Se você se propõe a viajar desse modo, aceite: você vai repetir roupa. Vai ter que lavar na mão e deixar secando enquanto dorme. Em todos os lugares que li me recomendaram: uma camiseta para cada três dias, uma calcinha para cada três dias (ok, essa você não repete, mas seca fácil). Tecidos sempre leves, coisas não façam muito volume. Como eu estava indo para o Sul do continente no inverno, tinha mais um problema: blusas, quentinhas e alguma nem tanto (pois andaria muito).

Tudo bem, não consegui me ater só ao to essencial assim.

 Levei 6 calcinhas (7, considerando a do corpo) todas de tecidos levinhos e que secavam rápido, biquíni (acho essencial, ainda mais considerando o número de cidades litorâneas que cruzaria, mas fez taaaanto frio que não usei :( ), 6 meias normais e uma de lã (sabia decisão, fez muita diferença), um sutiã e um top,  7 camisetas (usei todas, mas me virava com 5 ou 6), uma calça jeans, uma de moletom, uma leging e uma térmica, daquelas baratinhas sensacionais que vendem na Decatlhon (que me salvou muuuito, que frio gente!), um short de tactel (não usei também), meu moletom da faculdade (para pegar carona, pois achei que isso me tornaria melhor identificável como “não sou perigosa não, seu moço, só quero viajar, sou estudante!”), um suéter e um casaco (impermeável). Calçados: um tênis e um chinelo. E meu saco de dormir amarrado, claro, meu bom e velho amigo que me serviu de cobertor muitas noites durante a viagem.

Perdi esse pente na primeira parada da viagem. O cadeado na terceira. É, acho que não sou exemplo. Lembra aquela história da lista? Então, esqueci sabonete.

No quesito “apetrechos” levei isso que está na foto. Atenção ao shampoo e condicionador, pois com aquela embalagem moldável eles ocupam pouco espaço e cabem em qualquer lugar. Protetor solar é importantíssimo quando se vai ficar por sabe-se lá quanto tempo na beira da estrada esperando carona. Adaptador é sempre essencial, esse foi útil para mim e para pessoas que conhecia nos hostels, rodoviárias e afins, pois tem várias entradas. Remédios, como analgésicos (aquele spray para dores musculares salva, acreditem) e antialérgicos. Maquiagem é muito pessoal, mas eu recomendo: desapeguem. Uma viagem assim é muito mais que uma viagem, é uma lição para a vida toda, você vai aprender a se virar com o que tem e algumas coisas vão perder valor para outras. Levei o mínimo: um lápis (marrom), um rímel, um batom cor-de-boca e um Baby Lips da Maybelline, que hidrata e tem fps 20, me salvou pois minha boca resseca muito fácil. Cuidei para que minha aparência não fosse um quesito importante, mas não consegui deixar toda a vaidade de lado. Um cadeado ou um locker também é imprescindível, principalmente caso você vá ficar em Hostel. Otimize: as menores embalagens possíveis, sempre. 

Embrulhe suas coisas em sacos e tire o ar, assim ocuparão menos espaço (depois dá pra usar o saco para colocar coisas úmidas ou sujas, caso sua mochila não tenha dois compartimentos internos).

Em todas as embalagens que corram o risco de vazar, retire a tampa e coloque papel filme para vedar.

A escolha da mochila é bem importante, afinal, ela será sua companheira de aventuras (igual ao Toddynho hahahaha ok, parei). Levei uma de 55 litros. Não achei que faltou espaço para nada, nem que precisava de mais. Não achei demasiado pesada em nenhum momento também. O ideal é que a mochila tenha 20% do seu peso ou menos, vale a pena pesar antes de partir para ter certeza de que conseguirá seguir com ela a viagem toda. Vale a regra do menos é mais: menos roupas significa mais espaço para trazer lembranças.

Para caminhadas longas, vale a dica.

É isso gente, espero que essas dicas ajudem vocês quando forem preparar suas mochilas. E recomendo muito que viagem assim. Foi definitivamente a melhor viagem da minha vida. Conheci muita gente, muitos lugares. Acabem de ler e comecem a arrumar as mochilas, vamos. Não há desculpas. :)

Esse post foi agendado, a Helô está passando férias no Japão e na Coréia do Sul. Para acompanhar a viagem dela em tempo real, siga-a nas redes sociais:

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