Casa Nero

11 de dezembro de 2012

Novo restaurante favorito à vista! Tava pesquisando algum lugar maneiro, bonito, descolado e com cara de riqueza pra sugerir pro almoço de fim de ano da firma e me deparei com fotos muito lindas e um conceito de restaurante parecido com o do Noma… Ou seja, fiquei mortinha de vontade de conheci. Para minha surpresa era muito perto da minha casa e os preços são tipo os que eu já tô acostumada a gastar com hambúrguer, pouca coisa mais cara e muito mais delicias a oferecer.

Quando você chega no Casa Nero, a fachada tende a ser um pouco assustadora, porque lá é tudo muito bonito! Sabe aquele restaurante tão lindo, mas tão lindo que parece que você não vai poder pagar? É mais bonito que isso, mas aqui o seu dinheiro aguenta, yay. É uma casa de carnes rústica, tão rústica que ao invés de apoiadores de garfo convencionais de prata, lá eles usam pedras e se você souber disso, já vai arrasar! Claro que eu não sabia e imaginei por bastante tempo que elas eram apenas objetos decorativos estranhos, precisou o garçom vir retirar as entradas pra ele usar dessa forma e daí eu entendi. Depois na hora que a gente foi embora, algum dos meus amigos questionou sobre o conceito do restaurante e o garçom que tava ouvindo nossa conversa explicou que a vibe é bem essa mesmo: comer bem, aproveitar a boa vida, mas valorizando coisas básicas, o rústico e o natural… Segundo ele esse é um novo conceito de riqueza, mas isso é muito relativo e pessoal, eu imagino.

Pra conhecer essa pepita eu e o Raoni combinamos de encontrar os BFF Diego Quinteiro, Otávio Albuquerque e Natália Portinari… O nome da gente é muito bonito, né? Me sinto saindo para jantar ao lado de fazendeiros importantes. Achei bem legal a gente ter ido de galera, porque deu pra experimentar várias coisas do menu e conferir como é a apresentação de muitos pratos, aliás isso foi uma das coisas que mais me surpreendeu, porque a comida chega muito bonita na mesa e o serviço apesar de não ser muito simpático, é impecável.

Como eu, o Raoni e a Natália chegamos primeiro, tava aquele calor infernal que tem feito ultimamente e a gente já chegou arrasando num milk shake. Lá tem de frutas vermelhas, pistache ou gianduia: socorro, o que é aquilo? Pedimos o de gianduia e é igualzinho um Ferrero Rocher derretido, com muitos pedaços de avelã e um sabor de chocolate de qualidade inconfundível. Eu nunca peço milk-shake em restaurantes, mas no Casa Nero vou pedir sempre, é inacreditável de gostoso. O pequeno custa R$ 13 e o grande R$ 19, mas o grande não é gigante então pedir o pequeno provavelmente é vacilo.

(foto Gorda Safada… Não levei a câmera e como é a luz de velas o iPhone não deu conta)

Depois que a galera chegou e a mesa ao lado recebeu um petisco que cheirava deliciosamente, resolvemos copiar e matamos uma porção de lula dorê, que acompanha um molho tártaro de verdade (diferente daquela coisa de maionese que a gente come no quiosque da praia, dica), farofa, vinagrete e molho de pimenta. A porção não é aquela “nossa que grandona”, mas servem duas pessoas de maneira belíssima, principalmente porque é muito gostosa e custa só R$ 22.

Também experimentamos a inusitada porção de coraçãozinho de frango, que até então eu nunca tinha visto num cardápio de restaurante bonito. Eu acho engraçado pedir coração de frango porque até onde eu sei cada frango só tem um e num pratinho cabem várias vidas de frango. O tempero é sensacional, a porção é no mesmo esquema de fartura da lula e custa só R$ 12.

Daíííí, chegou a hora da realidade, né? Eu sai de casa com a cabeça feita do que tava afim de comer, porque pesquiso até a cor do chão dos restaurantes antes de visita-los, então pedi sem hesitar o cheese burguer, que agora tenho certeza ser o melhor hambúrguer da casa: 160 g de carne, queijo gruyère, relish de pepino e cebola confitada. Acompanha fritas fininhas e sequinhas, tudo isso por R$ 24 o que eu considero de graça quando comparo com outras hamburguerias ricas de São Paulo. Não posso garantir ainda se é o meu novo hambúrguer favorito, porque eu adoro o pic burguer do The Fifties, mas com certeza no pódio encontraremos esses dois lanches ocupando a primeira posição. Ah! O pepino e a cebola chegam à mesa em potinhos separados e a porção deles é beeeem farta. Fazia tempo que eu não comia um hambúrguer tão grande a ponto de quase deixar no prato. Mas lembre-se: eu disse quase, porque nunca deixo comida no prato hahaha.

(foto Gorda Safada… Não levei a câmera e como é a luz de velas o iPhone não deu conta)

Outro hambúrguer que integrantes da nossa galera pediram, foi o Nero Burguer, que com um nome desses, imagino ser o prato chefe da casa: 180 g de hambúrguer de kobe tropical, picles, cebola, tomate na chapa e ketchup caseiro. Custa R$ 29 e eu acho que tá barato pra caramba, devido à qualidade da carne, afinal o hambúrguer é feito com a carne daquele boi que fica a vida toda lá, paradinho pra não ficar musculoso e chegar na mesa macio como um ursinho de pelúcia. Eu provei o do Raoni e a coisa é incrível mesmo, um sanduíche extremamente suculento e gostoso, que acompanha potinho de uma maionese que mais parece mousse, de tão leve. Adorei isso, porque eu amo porção de maionese pra comer com hambúrguer e geralmente todo mundo cobra isso por fora. Digamos assim que os hambúrgueres em São Paulo não andam custando exatamente pouco, pra cobrarem coisas por fora.

O Otávio, que tava numa vibe “chega de gordice”, resolveu experimentar a versão do Casa Nero para churrasco, pedindo o Frango Caipira, que consiste em meio galeto desossado assado na brasa, ele acompanha uma saladinha basicona, porém bonita e agradou bastante o interessado, mas esse eu nem vou poder opinar porque não experimentei. Mas uma coisa que eu posso opinar, porque experimentei e gamei foi o arroz que ele pediu de acompanhamento: arroz agulhinha puxado com brócolis, panceta, cebola roxa e mandioca! Muito gostoso, muito bonito e a cumbuquinha custa só R$ 8. Penso em futuramente comer outra coisa que não seja hambúrguer, pra pedir um acompanhamento desses só pra mim s2.

Até então estávamos vivendo a experiência perfeita, um dos melhores jantares que tivemos nos últimos tempos, a gente tava tão satisfeito e maravilhado que resolvemos pedir sobremesa. Eu nunca peço sobremesa em restaurantes porque gosto mais de comida salgada, então meu prazer em sair e jantar tá alí, no prato principal e acompanhamentos.  Eu deveria ter levado a tradição em conta, porque as sobremesas que pedimos foram um desastre: a coisa mais incrível do cardápio parecia ser o creme de papaia, porque ele não vem com cassis cafona de garrafinha Monin, ele vem com raspadinha de cassis! Quem não quer raspadinha de cassis? Todas querem! Só que eles se empolgam muito nessa novidade e esquecem de contar que o creme de papaia na verdade é um sorvete e gente… A gente não tava na vibe de tomar um sorvete de mamão. A gente queria um creme, uma sobremesa adocicada… Mas enfim, foi uma das sobremesas mais bonitas que já me serviram, o jeito como ela é apresentada é muito legal.

Se tiver muito afim de comer um doce pede esse, porque nem deve ter como errar.

Depois o Otávio teve a ideia de pedir pudim de leite, porque pudim de leite é tudo de bom e não tem erro, certo? Errado, apelidamos gentilmente esse pudim de beijo de irmão. Sabe quando você coloca alguma coisa na boca e percebe na hora que aquilo tá muito errado? Você tá beijando seu irmão cara, sai daí. A primeira coisa é a textura, que eu não sei nem explicar o que tava errado nela, mas aquilo não tá certo pra pudim. A segunda coisa que incomodou foi que talvez alguém tenha derrubado um vidro de licor de laranja dentro do pudim, então ele não tinha gosto nem de leite e nem de caramelo… Se trocarem o nome do cardápio de “pudim de leite” para “ambrosia compactada sabor laranja” eu vou curtir e achar que tá certo.

Casa Nero

Terça a sexta-feira: das 19:00 até 01:00.

Sábados: das 12:30 até 01:00.

Domingos: das 12:30 até 22:30.

(11) 3062.8743

(11) 3081.2966

[email protected] – http://chez.com.br/casanero/

Alameda Lorena, 2101 Jardins, São Paulo.

Meu conselho pra você? Vá ao Casa Nero o mais rápido que puder: é com certeza um dos restaurantes mais bonitos que já fui na minha vida e foi uma das comidas mais deliciosas que já me serviram, mas não peça sobremesa ou deixe o milk-shake para a sobremesa! Sério, lá é incrível.

E você, ficou com vontade? Corre no fim de semana! Beijo e até amanhã <3

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