A Parisiense

16 de janeiro de 2013

Exatamente um ano, sem tirar nem colocar dia: foi exatamente esse o tempo que eu demorei pra comprar esse livro, por pura mão de vaquisse e sentimento de “daqui a pouco aparece promoção”… Apareceu, eu comprei, adorei e agora quero recomendar pra vocês, yaaaay! Hahahahahaah. Oks, assumo que dessa vez eu me superei na enrolação e falta de vontade de gastar dinheiro, mas R$ 49 num livro com dicas de estilo que provavelmente eu não vou seguir ou já sei, tava me parecendo ambicioso demais. Pedi isso no amigo secreto da firma em 2011, mas por algum motivo a querida achou que chocolates da Cacau Show tinham mais a minha cara. Esse ano quando marcaram o amigo secreto novo, eu tava escolhendo o presente no Submarino e me deparei com esse livro pela metade do preço: estava escrito nas estrelas! Hahahahaha.

Apesar de não ser fashionista, sempre amei livros com dicas de estilo, como os da Nina Garcia, por exemplo… Quem não ama aquele “As 100 +” é porque ainda não leu… Folheie na livraria e se apaixone, aliás eu nem tenho esse livro, eu lí inteirinho na livraria… mas eu trabalhava lá, então acho que não conta, né?

Depois de comprar “A Parisiense” entendi o motivo do livro ser meio caro: a impressão é linda! A capa tem papel especial e impressão especial, vem com fita marcadora de página, todas as páginas do livro têm corte especial e a impressão é muito colorida, feita em papel brilhante… Ou seja: um projeto gráfico lindo e impecável, se eu fosse lançar um livro com certeza faria algo do tipo, porque vale a pena pagar mais caro por uma obra final tão charmosa.

Inès Marie Laetitia Églantine Isabelle nasceu em 11 de agosto de 1957 na cidade de Gassin, no sul da França. E como era de uma família aristocrática, foi estudar em Paris até se formar na École du Louvre, uma das melhores instituições de ensino de lá. Depois, resolveu seguir o sonho de ser tornar modelo. Aos 17 anos fez seu primeiro trabalho para Elle francesa (1974) e em seguida desfilou para o estilista Thierry Mugler. Inès ganhou fama como “a manequim que fala”. Ela foi a primeira modelo a assinar um contrato de exclusividade com a maison Chanel e aquela coisa toda de alta moda que a gente lê, mas não entende direito e quando entende é porque já passou da fase de estar realmente interessado, né?  Mas a parte com bafo escândalo e polêmica a gente gosta ainda: nos anos 80, após ser convidada para ser modelo de busto para a estátua de Marianne (símbolo da França na Câmara Municipal), seu contrato com a Chanel foi anulado pelo próprio Karl, que achou “vulgar” ter que vestir um monumento.

Em 1991 eu nasci e ela deve ter achado que a concorrência era apertada pra ela aloca hahahaha, então parou de ser modelo e foi investir em sua própria marca “Inès de La Fressange” que surgiu em formato boutique, na Avenue Montagne… Deve ser importante esse lugar na França. Hoje a ex-modelo é consultora de imagem e chairman da Roger Viver (do Grupo Tod’s) e mundialmente famosa como dona de uma beleza atemporal, clássica e refinada, ainda que às vezes casual, ou seja: o estilo francês de ser mulher.

Sinceramente eu achei que ela dá uns conselhos meio maluquéticos demais, mas eu sou um pouco cri-cri quando o assunto é se vestir. Acho que todo mundo deveria ler esse livro, porque simplifica muito essa coisa de ter estilo e se vestir bem, ela mostra que estar sempre bonita é mais fácil e barato do que a gente pensa, garantindo que a coisa acontece a partir do momento que a gente descomplica. Serve pras mais básicas, pras mais confusas, pra quem é exagerada e principalmente: pra quem é muito Maria vai com as outras. Tem uma amiga que gasta tudo comprando aquela coisa que a blogueira maluca disse que é tendência? Esse livro é feito pra salvar a vida da sua colega.

A única parte meio não tão legal pra mim, é que no fim do livro tem um guia de compras para quem pretende conhecer Paris… Só que eu não tenho nenhum plano de fazer isso nos próximos anos e nem curto muito essa vibe francesa… Os looks e as sugestões de estilo que ela dá são incríveis, mas quando chega nessa parte de conhecer paris como uma parisiense, ficou meio desnecessário pra mim, apesar que sempre tem uma foto bonita e uma inspiração bacana que muitos de vocês poderão aproveitar mesmo sem viajar até lá por enquanto. Algumas das dicas valiosas que a Inêzinha dá no livro são:

  • A parisiense adora descobrir novas grifes. Principalmente se forem criativas e acessíveis. Ela fica mais orgulhosa com uma descoberta no supermercado da esquina (sério, há peças ótimas no Monoprix!) do que por ser a primeira a possuir o último modelo de “it bag”, carérrimo, sobretudo se é vendido em lista de espera (que vulgar!). Seu guarda-roupa é habilmente composto de “coisas baratinhas”, de roupas compradas em viagens e de algumas peças luxuosas. Assim, quando usa um jeans, nunca sabemos se é Gap, Notify, H&M ou Hermès! Ela não faz o gênero de torrar todo o seu salário num must-have. Primeiro porque não tem dinheiro, e depois porque considera que tem tanto talento quanto uma estilista: por que pagar caro por uma produção que ela mesma poderia ter imaginado? A parisiense tem essa arrogância de pensar que nunca estará fora de moda. Ela não liga para a moda. Embora sempre use um pequeno detalhe provando que domina as tendências. É aí que está seu charme.
  • Você nunca vai ouvir uma parisiense se queixar de que a saia está muito curta, o vestido muito apertado e os sapatos muito altos. Todas as garotas que entendem de estilo chegam à mesma conclusão: “O segredo de um bom estilo é sentir-se bem dentro da roupa.” Elas conhecem o próprio corpo, sabem o que lhes fica bem e o que combina com o seu modo de vida. Se você não se sente à vontade com um suéter muito decotado, saltos vertiginosos ou calças justas demais, vá mudar de roupa!
  • A parisiense não tem ídolos. Ela já é um ícone da moda. Mas, no íntimo, admira Jane Birkin e Charlotte Gainsbourg, que conseguem ter sempre um ar descolado e cobiçado (suéter de cashmere cinza + jeans+ tênis All Star ou botas vintage). E acha o máximo o visual de uma amiga que tem um estilo todo pessoal e consegue conservá-lo estando sempre moderna e chegando a uma certain âge com sabedoria. Seu ídolo na moda pode não ser uma figura conhecida do público. Quanto mais desconhecida, maior a chance de lhe agradar. Como os estilistas, ela se inspira na moda da rua.
  • Sempre se pergunte: “Se eu comprar essa roupa, será que vou ter vontade de vesti-la hoje à noite?” Se a resposta for “não”, “vou vestir em casa”, ou ainda “nunca se sabe, pode ser que numa festa”, é melhor se mandar rapidinho da loja.
  • Seguir as tendências é tudo o que a parisiense detesta, mas ela deve saber o que é in. O negócio é não entrar nas ondas de cabeça. Por exemplo, se estampa de pantera é o que mais vende, ela não vai se vestir no estilo “fugi do zoológico”. Uma carteira de estampa animal basta para mostrar que ela é uma mulher de estilo, não uma maria vai com as outras.
  • De um lado, os básicos de qualidade, de outro, as paixões que tornam o guarda-roupa alegre (um cinto, uma bolsa, bijuterias). Mesmo com um orçamento médio, há mil maneiras de compor um visual simpático. Afinal, não precisamos de muita coisa. É melhor ter poucos suéteres, paletós, mantôs, mas de boa qualidade. Não se deve visar à quantidade. É preciso saber eliminar. A mentalidade “isso eu guardo para quando for pintar a casa” também não funciona! É preciso se desfazer do que não é essencial. Há várias instituições para isso, e muitas pessoas desfavorecidas. Uma coisa é certa: a melhor forma de começar bem o dia é abrir um armário com poucas peças, mas bem-organizado.

Mas sério gente, isso não foi nem 4 páginas do livro, é surreal a quantidade de informação que tem! Como tudo é diagramado bonitinho e moderninho a gente nem percebe e quando vê, aprendeu mil coisas novas! O preço original é de R$ 49, mas está na promoção por R$ 39 no Submarino e se você tiver paciência (não precisa esperar um ano como eu, tá? Hahahaha), de vez em quando aparece por R$ 27. Mais alguém já leu o livro? Gostam de dicas de estilo como as da Inês? Beijo e até amanhã <3

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