Como se locomover pelo Japão?

Semana passada estava conversando com alguns amigos que pretendem ir ao Japão nos próximos meses e o assunto metrô e trem-bala veio a tona… Foi então que eu concluí que nunca tinha falado sobre isso com vocês, né? Que loucura!

Quando eu estava planejando a minha viagem, que rolou em setembro do ano passado, algumas dúvidas sempre batiam: como vou me locomover por lá? Vou conseguir pegar metrô? Andar de trem-bala é caro? Como comprar as passagens? Mas no fim das contas acho que eu fiquei muito receosa a toa, a coisa é bem mais simples do que parece, basta tomar algumas decisões antes de sair do Brasil! Isso mesmo, antes hahaha.

Eu não conheço muitos lugares no mundo, mas sei que a maioria das cidades tem um cartão que os turistas podem comprar para andar de ônibus, trem e metrô por um valor mais barato e assim conhecer muitos lugares em um determinado espaço de tempo, né? Pelo menos sempre que eu vejo vlogs de viagens as pessoas falam disso, rs. No Japão também existe essa opção, dá pra comprar um vale chamado Japan Rail Pass, que permite usar ilimitadamente os ônibus, metrôs e trens (até os trem-balas) da Japan Rail, que é a principal companhia de transportes do país! Geralmente ela é sinalizada pela sigla JR, que eles lêem ~djeiáru~.

A decisão de comprar ou não o Japan Rail Pass faz toda diferença no planejamento da viagem, porque através dele dá pra conhecer o Japão inteiro, acho que dá pra chegar em praticamente todas as cidades utilizando esse vale. Porém, ele precisa ser comprado aqui no Brasil, ou no seu país de origem. É impossível comprar um JRPass dentro do Japão, isso porque ele é um incentivo ao turismo e não pode ser vendido à residentes. Ou seja, você precisa planejar todo o seu roteiro com calma e então decidir se compra ou não.

"Nossa Helô, mas se é um passe de transporte ilimitado que cobre as principais linhas de trem e metrô do país, por que alguém não compraria?", porque a vida amigos, ela é cara hahahaha. Existem três opções de JRPass: 7 dias (R$ 815), 14 dias (R$ 1.325) e 21 dias (R$ 1.680), ou seja, eles são legais, mas não são baratinhos. Vale lembrar que esses valores em reais foram pesquisados com a cotação de hoje (10/08/2015 com o dólar a tristes R$ 3,60) e que também podem variar de acordo com a taxa de câmbio da agência de viagens onde você for efetuar a sua compra.

Muita gente fala que vale a pena comprar o Japan Rail Pass sempre porque qualquer viagem que você fizer dentro do Japão de trem-bala vai custar mais do que isso… E isso é quase verdade mesmo, infelizmente. O preço do metrô normal lá é bem acessível, já que os bilhetes começam em 110 ienes e raramente custam muito mais do que isso. Mas o trem-bala realmente deixa a brincadeira cara, por isso que o roteiro da viagem precisa ser feito com muito cuidado, assim você poderá saber quantas vezes andará nele e vai calcular se o valor de todas as suas passagens deve ser superior ao preço do JRPass.

Porém, uma coisa que muita gente esquece é que nem todo mundo chega no Japão pelo aeroporto de Narita e que nem todo mundo viaja para cidades mais distantes pra fazer o valor. Eu acho meio loucurinha, mas tem muita gente que realmente vai pra lá e fica só passeando pelas proximidades de Tóquio, o que de maneira alguma justificaria o valor do JRPass! Se eu tivesse feito isso, como cheguei pelo aeroporto de Haneda, não teria gasto  R$ 800 de transporte nem em sonhos na minha viagem toda, que durou um mês… Muito menos em 7 dias dela.

Eu tenho a minha própria companhia de ônibus em Kyoto!

Já quem pretende conhecer muitas cidades e regiões diferentes precisa fazer a conta e o site Hyperdia salva a vida nessa hora! Além de mostrar quais as melhores formas de chegar a qualquer lugar do Japão, ele ainda mostra quanto tempo cada viagem demora e também o seu preço. Eu não tinha internet no celular quando estava lá, mas todo dia antes de sair do hotel eu pesquisava os itinerários e confirmava os valores das passagens, era perfeito. No começo eu me enrolava um pouco pra entender como ele fazia as pesquisas, mas acostumei rápido e não consigo imaginar uma vida sem ele no Japão, rs. Para que vocês entendam melhor quais viagens compensa fazer sem o JRPass e quais fazem o valor dele valer a pena, pesquisei o preço de alguns trajetos no site, considerando sempre estações mais centrais:

  • Shinjuku – Osaka (Namba): R$ 453
  • Shinjuku – Quioto: R$ 495
  • Shinjuku – Sapporo: R$ 1.180
  • Aeroporto de Haneda – Tóquio: R$ 17
  • Aeroporto de Narita – Tóquio: R$ 130
  • Aeroporto de Haneda – Nagoya: R$ 320
  • Aeroporto de Narita – Nagoya: R$ 260
  • Osaka – Quioto: R$ 16
  • Osaka – Nara: R$ 23
  • Osaka – Hiroshima: R$ 300
  • Tóquio – Nagoya: R$ 310
  • Shinjuku – Roppongi: R$ 9

É claro que esses valores são só pra vocês terem uma ideia, eu pesquisei rotas de preço médio e calculei com a cotação de hoje, então tudo varia, né? Mas achei legal registrar, porque antes de eu ir pra lá não tinha a menor noção de quanto custava o transporte entre cidades, então imagino que muitos de vocês não tivessem também.

Acho que com essa listinha que eu fiz já dá pra decidir sobre comprar ou não o JRPass, né? Dá pra ter uma noção de quanto cada distância custa e assim planejar a viagem considerando esses gastos. Vale a pena deixar claro também que a JR é a principal companhia de transportes do Japão, mas não a única! Existem várias outras espalhadas pelas cidades e em alguns lugares elas serão a sua única opção, então você vai ter que pagar por fora. Por isso, na hora de usar o Hyperdia é fundamental deixar selecionada apenas a opção Japan Railway (JR) e excluir a opção Private Railway, para saber se o lugar que você quer ir é acessível com o seu passe livre.

O que eu fiz na minha viagem foi comprar o passe de 7 dias, que era o tempo que eu estaria viajando entre diferentes cidades e pagar normalmente o ticket de metrô nos dias que eu estava em Tóquio, com certeza foi a melhor opção no meu caso, mas é fundamental fazer a conta. Eu comprei o meu JRPass em uma agência de viagens que eu não faço a menor ideia do nome hihihi, mas que fica no TOP Center da Av. Paulista, aqui em São Paulo. É o mesmo prédio onde está o consulado japonês, então assim que peguei o visto já fui com o passaporte e comprei :)

Outra forma de fazer viagens longas no Japão é através de voos domésticos, que podem compensar caso você compre as passagens com cerca de 30 dias de antecedência. Um voo de Tóquio até Sapporo, saindo do aeroporto de Haneda, por exemplo, custa cerca de R$ 400 quando comprado com 28 dias de antecedência pela Ana Air… Menos da metade, né? Então se planejar e comprar antes pode valer muito a pena, sem falar que a viagem é muito mais curta. De avião esse trecho dá 1h30, enquanto de trem-bala, vão cerca de 10 horas! Mas não se esqueçam de pesquisar sobre a franquia de bagagem, afinal nós podemos levar ao Japão dois volumes de 32kg, mas acho bem improvável que isso tudo seja aceito em um trecho doméstico.

A única coisa que definitivamente precisa ser evitada no Japão é o táxi… É muito caro, gente! Mais caro do que qualquer um pode imaginar, eu fiquei muito chocada. Por sorte pesquisei muito sobre o transporte antes de ir e já sabia que não compensava antes de viajar, caso contrário teria uma grande surpresa. Uma corrida do aeroporto de Narita até Shinjuku, por exemplo, chega a custar até R$ 600 :( Então é melhor evitar, né? Sobre aluguel de carro eu não tenho nenhuma experiência por lá, até porque quando fomos o Raoni ainda não dirigia, mas pelo que eu pesquisei, 10 dias com um veículo pequeno (4 pessoas e duas malas) sai por R$ 1.600. Pelo que eu vi as estradas do Japão são incríveis, com certeza as melhores que já andei, mas nas zonas centrais o trânsito é bem intenso e eu também achei os pedágios lá bem caros! Por lá você paga o valor de acordo com o percurso que vai realizar, então quem pretende fazer uma viagem de carro precisa pesquisar bem os preços porque sem dúvidas eles farão diferença no orçamento. Uma viagem de carro cujo destino exige cerca de 4 horas de duração, por exemplo, teria uma taxa de pedágio média de R$ 230, mas um site que ajuda a orçar tudo com precisão é o Nexco, ele é tipo o Hyperdia dos motoristas, rs.

Acho que são esses os meios de transporte que vocês precisam considerar e planejar antes de começar uma viagem ao Japão, sem ter uma ideia básica sobre tudo isso que eu expliquei, acho que tudo pode ser meio confuso por lá, pelo menos nos primeiros dias… Mas só de fazer as pesquisas e orçamentos vocês vão pegar o jeito e entender todos os detalhes, tenho certeza. Eu não sou uma pessoa tão ~espertinha~ assim pra essas coisas de transporte, mas peguei muito rápido como as coisas funcionam no Japão. Agora, como chegar, onde entrar, como comprar bilhetes unitários e todo esse tipo de coisa, vocês vão aprender na prática mesmo! Claro que se vocês tiverem alguma dúvida, podem deixar nos comentários que eu vou tentar ajudar todo mundo, mas não tenham medo, tá? A gente morria de medo de se perder, de passar apuros e nada disso rolou. A gente perguntava tudo, pra todo mundo e sempre deu mais do que certo, acreditam? Isso mesmo sem a gente saber japonês, rs. A gente só sabe falar "sem wasabi", "sem gelo", "desculpa" e "obrigada", então mesmo sem conhecimento do idioma é bem fácil conseguir informações e ajuda, todo mundo é muito solicito e se você for simpático, dificilmente alguém vai te tratar mal, até quando eu ficava mais perdida e todo mundo era muito gentil em me auxiliar :)

Espero que tenham gostado do post e que as dicas sejam úteis para vocês! Vamos pro Japão? Eu não vejo a hora de poder ir de novo, já estou sonhando hahahaha. Espero que não demore tanto assim… Mil beijos e até amanhã <3

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O outro lado do Japão

No meu tempo livre, a coisa que eu mais gosto de fazer é assistir documentários. Eu não costumo ter interesse por ficção e raramente assisto filmes que não sejam baseados em fatos reais… Não sei exatamente o motivo, nunca parei pra pensar muito sobre isso, mas é uma realidade há pelo menos 10 anos. A mesma coisa acontece com livros, nem me lembro quando foi a última vez que li algo de fora da seção de história ou biografia. Tem mais alguém assim por aqui?

net

Apesar disso, ultimamente estou achando muito difícil encontrar documentários interessantes, meu sonho é que inventem um Netflix voltado apenas para esse gênero, ou que pelo menos aprimorem a busca do serviço de Streaming. Mas enquanto isso não acontece eu fico rodando a internet mesmo, principalmente o Vimeo, onde diversas produtoras independentes costumam disponibilizar títulos. Os últimos que chamaram a minha atenção são bem curtinhos, não duram mais que 10 minutos cada, então todo mundo tem tempo de assistir. Achei interessante dividí-los aqui no blog com vocês porque falam sobre aspectos do Japão que muitas vezes não conhecemos e definitivamente precisamos conhecer se admiramos o país, seu idioma ou sua cultura. Eu vejo muita gente falando, dentre outras coisas, que no Japão não existem moradores de rua, que não se vê isso por lá. Eu mesma ví muitos, com certeza bem menos do que vejo aqui em São Paulo, mas diariamente via vários deles, então acho estranho e até mesmo um pouco triste quando desconhecem a existência deles. Mas esse é o tema de apenas um dos vídeos, que vocês podem ver a seguir: Outra coisa que vejo de vez em quando na internet são comentários sobre pessoas que moram em lanhouses. No Japão esses lugares são chamados de Net Cafe e são um pouco diferentes do que estamos acostumados, geralmente são compostos de várias salinhas bem pequenas com um computador e uma almofada, sendo que na recepção é possível comprar refrigerantes e ler mangá. Algumas possuem banheiros equipados com chuveiro também, porque é comum as pessoas (principalmente homens) que saem tarde demais do trabalho para pegar o trem, virem a noite por lá, já que é bem mais barato do que pagar um hotel capsula. O problema é que justamente pelo valor acessível, algumas pessoas acabam vivendo nesses cubículos, como vocês podem ver no vídeo a seguir: No fim das contas eles não ficam lá porque são viciados em internet e não querem perder tempo indo pra casa, como eu vejo muita gente dizendo… Eles simplesmente não têm outra opção :( E é justamente sobre opções que fala o último vídeo da série, já que ele fala um pouco sobre pessoas que trabalham tanto e sofrem tanta pressão no trabalho, que não veem outra saída na vida, a não ser o suicídio. É um pouco triste, mas acho interessante porque humaniza essas pessoas. Muitas vezes vejo gente falando que isso acontece no Japão porque eles são como máquinas e não têm família, que só focam no trabalho, por isso não faz diferença. Mas sempre faz diferença e esse vídeo é justamente sobre isso: Demais, né? É claro que todos os vídeos são tristes, mas acho essa reflexão muito importante, principalmente para quem se interessa pela cultura japonesa como eu. Com certeza esses fatos não tornam o Japão um país ruim e entendo que isso acontece em níveis muito mais graves aqui no Brasil, mas fica a mensagem de que nem tudo é perfeito e que todos precisam melhorar, ao menos em alguns aspectos… Até mesmo o meu lugar favorito no mundo precisa melhorar, rs. Espero que tenham achado interessante e peço desculpas para quem não entende inglês, infelizmente não encontrei esse material legendado em português. Agora quero saber: viram algum documentário super legal nos últimos dias? Deixem nos comentários, quero assistir. Mil beijos e até mais tarde <3

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Os 40 gatcha-gatchas + loucos do Japão

…Ou pelo menos da minha viagem, né?! Quando eu e o Raoni tiramos férias em Osaka e Tóquio no fim do ano passado, acabamos conhecendo muitos outros lugares e ficamos fascinados com quase tudo o que vimos. Pelo o que eu conto aqui no blog já dá pra perceber que é tudo incrível, diferente e maravilhoso, aposto, rs. Mas se tem uma coisa que chamou a nossa atenção em todos os lugares que fomos, desde os pontos turísticos mais divertidos até os mais tradicionais, das cidades grandes até as bem pequenininhas que parecem mais cenário de desenho animado, é que as máguinas de gatcha estão por toda parte!

Chaveiros fofos que peguei em uma gatcha-gatcha e postei no meu insta!

Clique aqui para seguir <3

Não sabe o que é isso? Relaxa, eu também não conhecia esse nome hahahaha, mas as máquinas de gatcha são aquelas maquininhas que fizeram sucesso aqui há uns 15 anos, em que você colocava uma moeda, girava uma alavanca e pronto, saia uma bolinha com um brinquedinho dentro. Aqui tinha de personagens, de gelekas e até de doces, mas lá no Japão existe gatcha-gatcha de tudo o que vocês podem imaginar, inclusive tem algumas com uns brinquedos muito malucos! Ficamos tão impressionados que em determinado momento da viagem (já tinha passado da metade, rs) resolvemos fotografar as máquinas de gatchas mais diferentes que cruzassem o nosso caminho… E hoje eu vou mostrar elas pra vocês:

Brinquedos de tubarões empanados… Será que eles colocam na sopa?

Gato meio chateado, escondendo o rosto

O ~fabuloso~ corpo humano, em partes separadas

Um belíssimo apoiador de talher, dentre outros utensílios bizarros

Águas vivas(?) fofinhas em cores festivas

Animais bem variados

Astronautas acoplados à base

Vai saber por que essas peças de quebra-cabeça têm rostos, né?

Carrinhos e cestas de supermercado

Gatos vomitando

Coisas de espião?

Fantasias do Toy Story para celular

Cachorros fazendo xixi

Coisas de trem

Coisas de trem para crianças

Anéis do Super Mario

Mesas e cadeiras escolares com ganho para mochila, uau

Tanguinha de sumô para iPhone

Brinquedos extremamente variados

Peixes irritados

Bebês esquisitos

Cachorros estilosos

Espadas feitas com trens

Animais soldados

Estátua da Liberdade curtindo seus momentos de folga

Enfeites de xícara(?)

Homens malucos como marcadores de chopp 

Mulher apoiadora de copo

Outra mulher apoiadora de copo, dessa vez em uma pose um pouco mais estranha

Comediante em variadas expressões faciais

Pães

Hamsters fofinhos com suas comidinhas

Flocos de neve

Cabeças sombrias e a cabeça de um ursinho

Tomates variados

Gatos muito cansados de tanto segurar o celular

O Rambo em várias poses

Coringa se metendo em altas trapalhadas

Personagens do Street Fighter fazendo reverência

Personagens do One Piece esmagados por paredes

Demais, né? Editando essas fotos fico pensando como eu posso ter voltado de lá sem ter pego brinquedinhos em algumas das máquinas desse post… Tinha tanta coisa tosca, legal e engraçada hahahaha. Eu acabei pegando uns outros, mas chegou uma hora que eu evitava ficar pegando muitos porque de 200 em 200 ienes a conta de chaveirinhos fica cara, né? Sem falar que como vocês puderam ver, os brinquedos eram sortidos e às vezes eu me apaixonava por um modelo e ficava tentando sem parar até conseguir o que queria, bem infantil mesmo hahahaha. Espero que tenham gostado do post e quero saber: qual dessas maquininhas vocês mais gostaram? Deixem nos comentários! Mil beijos e até amanhã <3

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